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TIMES | CNBC Parlatório Talks: política fiscal e monetária precisam andar juntas, diz Trabuco, presidente do conselho do Bradesco
Publicado 28/04/2026 • 23:00 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 28/04/2026 • 23:00 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Luiz Carlos Trabuco, presidente do conselho de administração do Bradesco, afirmou que a taxa de juros no Brasil tem espaço para queda, mas defendeu que política fiscal e política monetária caminhem na mesma direção para melhorar as condições de crédito e investimento no país.
A avaliação foi feita durante o TIMES | CNBC Parlatório Talks, apresentado pelo jornalista e CEO do Grupo Parlatório, Carlos Marques. O programa reúne lideranças para discutir temas como liderança, inovação, tecnologia, macroeconomia, sustentabilidade e transformação digital.
“O Banco Central tem tido muita acurácia e muito acompanhamento das tendências, e acreditou que era fundamental ter uma política monetária extremamente apertada para que pudesse ter o equilíbrio da inflação”, disse Trabuco.
Segundo ele, a inflação tem se mantido “bem comportada”, o que abre margem para algum alívio na taxa de juros. “Eu acho que a taxa tem uma gordura que pode ser queimada, favorecendo uma solvência maior”, afirmou.
Trabuco disse que a trajetória recente da Selic teve impacto relevante sobre empresas e tomadores de crédito. Ele lembrou que a taxa saiu de 2% para 15% nos últimos anos, movimento que, segundo ele, pesa sobre projetos de investimento.
“Essa saída de 2% para 15% machuca principalmente a taxa de retorno dos empresários que tomaram crédito para acreditar em um projeto, apostar no Brasil”, afirmou.
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Na avaliação do executivo, o país precisa alinhar melhor política fiscal e monetária. “Não é difícil ter uma política fiscal que pise no acelerador e uma política monetária que pise no freio. A direção não fica confortável”, disse. “Seria o mesmo que tomar um antibiótico com álcool. Não combina, neutraliza e sobra problema.”
Trabuco também afirmou que o Bradesco mantém confiança na capacidade de desenvolvimento do Brasil. Segundo ele, o banco quer seguir presente na vida dos brasileiros por meio do crédito, tanto para consumo quanto para investimento.
“As pessoas que tomam crédito só têm dois objetivos na vida. Quem toma crédito toma para financiar um sonho, um sonho de consumo ou um sonho de investimento. E às vezes toma crédito para pagar suas dívidas”, afirmou.
O executivo disse ainda que o Bradesco apoia iniciativas voltadas à competitividade do país e destacou o peso do chamado custo Brasil sobre empresas. Para ele, o país conseguiu avançar desde o fim do período de inflação crônica, mas ainda precisa elevar sua competitividade.
Na área de saúde, Trabuco afirmou que o Bradesco está em fase final de consolidação da BradSaúde, empresa que reunirá a atuação do grupo em seguros, clínicas, medicina diagnóstica, tecnologia, hospitais e odontologia.
Segundo ele, a companhia deve ser listada na primeira semana de maio, após autorizações regulatórias. “Chegou a hora de fazer uma consolidação da criação da BradSaúde, que será o mais completo sistema de saúde do Brasil”, disse.
Trabuco afirmou que a aposta reflete a trajetória de 40 anos do grupo em seguros de saúde e a crença de que a saúde suplementar brasileira, hoje com pouco mais de 50 milhões de pessoas, tende a crescer.
“Por mais forte que o Estado seja, ele não é capaz de atender a 100% das necessidades da população”, afirmou. Segundo ele, a saúde suplementar tem relevância econômica e social ao complementar o sistema público.
O executivo elogiou o SUS, que classificou como “um exemplo brasileiro de afirmação” e “modelo para o mundo”, mas disse que o setor privado pode oferecer tecnologia, novas formas de tratamento e capacidade adicional de atendimento.
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Trabuco também apontou o envelhecimento da população como um dos temas centrais do século 21. Segundo ele, os avanços da medicina aumentaram a longevidade, mas trouxeram desafios para previdência e saúde, especialmente diante de doenças associadas ao envelhecimento, como câncer, demências e Alzheimer.
Na tecnologia, o presidente do conselho do Bradesco afirmou que a inteligência artificial representa uma revolução tanto para bancos quanto para a área de saúde. Ele disse que o CEO, Marcelo Noronha, conduz uma transformação para adaptar o Bradesco ao mundo digital e à IA.
“O desafio que os executivos do Bradesco têm é exatamente dar um salto usando a inteligência artificial para ter um varejo digital”, disse. Segundo ele, o objetivo é permitir que o cliente tenha “um banco na palma da mão”.
Trabuco afirmou que o Bradesco não se vê como uma organização pronta, mas como uma instituição em construção. Para ele, a combinação entre tradição, inovação e digitalização será decisiva para manter a relevância do banco em um mercado cada vez mais competitivo.
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