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UEFA e CONCACAF criticam plano da FIFA para atrair investidores privados
Publicado 29/07/2026 • 10:30 | Atualizado há 1 uma semana
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Publicado 29/07/2026 • 10:30 | Atualizado há 1 uma semana
KEY POINTS
Foto: AFP
Entenda o plano da FIFA para abrir a Copa do Mundo a investidores privados
A Confederação das Associações de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (CONCACAF) manifestou preocupação com o plano da FIFA de criar uma subsidiária para administrar os ativos comerciais da entidade e vender participações minoritárias a investidores privados.
O posicionamento da entidade ocorreu um dia após a UEFA também questionar a proposta.
A FIFA anunciou que pretende manter o controle da nova empresa, chamada FIFA Forward Enterprise (FFE), mas planeja captar US$ 4,2 bilhões ainda este ano por meio da venda de participações minoritárias e sem poder de controle. A entidade afirma que continuará responsável pelas decisões esportivas, regulatórias, pelo calendário das competições e pela governança do futebol.
Em nota, a CONCACAF afirmou estar “profundamente preocupada” com a forma como o projeto foi conduzido, apontando ausência de diálogo prévio com os órgãos de governança e demais partes interessadas.
Leia também: Noruega prepara queixa formal à FIFA por caso envolvendo Folarin Balogun
A UEFA também reagiu de forma crítica. Para a entidade europeia, a proposta ultrapassa limites ao tratar estruturas de governança do futebol como ativos financeiros. A confederação questionou ainda a falta de transparência sobre quem poderá obter benefícios econômicos com a operação.
A polêmica iniciativa também recebeu críticas de fora do ambiente esportivo. O comissário da União Europeia para o Esporte, Glenn Micallef, publicou nas redes sociais uma mensagem contrária ao projeto. No Reino Unido, o político Andy Burnham afirmou que o futebol pertence aos torcedores e classificou a Copa do Mundo como uma competição que não deveria ser tratada como um produto comercial.
Segundo a FIFA, a FFE poderá alcançar uma avaliação inicial de mercado de US$ 20 bilhões. A entidade informou que cada uma de suas 211 associações filiadas terá a oportunidade de adquirir, em caráter único, uma participação de US$ 20 milhões na empresa, equivalente a 0,1% do capital.
De acordo com a federação internacional, a operação permitiria ampliar os recursos destinados ao desenvolvimento do futebol, elevando o montante previsto para mais de US$ 10 bilhões nos próximos quatro anos.
Antes de ser implementado, o projeto ainda precisa da aprovação do Conselho da FIFA, composto por 38 membros, e da maioria das associações nacionais filiadas.
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Siga o Times | CNBCA proposta ganhou repercussão após reportagens publicadas pelos jornais britânicos The Times e Financial Times, baseadas em informações de fontes ligadas ao projeto.
Entre os potenciais investidores citados estão a gestora Thrive Capital, fundada por Joshua Kushner, e uma divisão do banco JP Morgan Chase. As reportagens também afirmaram que Gianni Infantino poderia assumir a função de comissário da nova empresa ao término de um eventual novo mandato na presidência da FIFA, em 2031.
A entidade negou que esse tema tenha sido discutido.
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As discussões ocorrem em um momento em que a FIFA projeta receitas superiores a 7 bilhões de euros em 2026, impulsionadas pela realização da primeira Copa do Mundo com 48 seleções.
Recentemente, Infantino também confirmou que houve conversas sobre uma possível ampliação do Mundial para 64 equipes na edição de 2030.
Segundo o The Times, a criação da FFE pode aumentar a pressão para expandir ainda mais a Copa do Mundo e o Mundial de Clubes ou reduzir o intervalo de quatro anos entre as edições. A publicação citou um dirigente do futebol, sob condição de anonimato, que classificou a proposta como potencialmente mais impactante do que o projeto da Superliga Europeia.
A FIFA já discutiu iniciativas semelhantes no passado. Em 2019, um plano apoiado por Infantino para captar US$ 25 bilhões de investidores privados destinados à expansão do Mundial de Clubes foi rejeitado por um comitê da própria entidade. Posteriormente, a competição foi ampliada de sete para 32 clubes a partir de 2025.
A entidade também acumula experiências anteriores envolvendo a exploração comercial de suas competições. Em 2001, a falência da empresa ISL, responsável por negociar direitos comerciais da Copa do Mundo, provocou prejuízos estimados entre US$ 30 milhões e US$ 115 milhões.
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