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Como o presidente do Banco Central reagiu à pressão americana sobre o Pix
Publicado 27/06/2026 • 07:00 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 27/06/2026 • 07:00 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: AFP
Como o presidente do Banco Central reagiu à pressão americana sobre o Pix
A pressão dos Estados Unidos sobre o Pix levou o Banco Central a reforçar o discurso de defesa do sistema brasileiro e ampliar o diálogo técnico com autoridades americanas. Ao comentar a investigação aberta pelos EUA, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que a instituição passou a dedicar equipes e tempo para apresentar explicações sobre o funcionamento da ferramenta.
Segundo Galípolo, o Pix colocou o Brasil entre os países com sistemas de pagamento instantâneo mais avançados do mundo. Além disso, ele destacou que outras economias também criaram modelos semelhantes e que esse movimento deve crescer nos próximos anos.
Leia também: Professora afirma ser inventora do Pix e processa BC por violação de direito autoral
A reação do Banco Central aconteceu após críticas do governo americano, que apontou uma suposta vantagem competitiva do Pix por causa do papel do BC como regulador e operador do sistema. As críticas sobre a forma de pagamento também foram apontadas junto à proposta de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.
Mesmo assim, Galípolo afirmou que o pagamento instantâneo já virou tendência internacional. Segundo ele, vários países visitam o Brasil para entender o modelo e adaptar experiências semelhantes aos próprios mercados.
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Siga o Times | CNBC“Me parece que é um processo de evolução meio natural, a gente está vendo vários outros bancos centrais e autoridades tentarem seguir esse movimento. Parece algo que, com o tempo, terá de ser devidamente aceito e incorporado”, disse Gabriel Galípolo durante a coletiva de apresentação do Relatório de Política Monetária do Banco Central.
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Com isso, especialistas apontam que o debate entre os países envolve não apenas métodos financeiros, mas também competição global no setor de pagamentos digitais. Entre os fatores citados aparecem a disputa com empresas de tecnologia americanas, o espaço ocupado pelas bandeiras internacionais de cartão e o avanço das discussões sobre integração internacional do Pix.
Enquanto isso, o governo brasileiro também respondeu publicamente. Em evento realizado em Catalão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou que o Pix pertence ao Brasil e defendeu a continuidade das negociações com os Estados Unidos.
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