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Venda de veículos novos deve bater 3 milhões de unidades pela primeira vez desde 2014

Publicado 07/07/2026 • 13:29 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • A venda de veículos novos deve subir quase quatro vezes mais que o esperado no começo do ano.
  • As projeções anteriores apontavam aumento de 2,7% nos emplacamentos ao final de 2026.
  • Com a atualização, o crescimento do mercado vai chegar a 12,1%, derivado principalmente do segmento de leves, que inclui os veículos de passeio.

A venda de veículos novos deve subir quase quatro vezes mais que o esperado no começo do ano. As projeções anteriores apontavam aumento de 2,7% nos emplacamentos ao final de 2026. Com a atualização, o crescimento do mercado vai chegar a 12,1%, derivado principalmente do segmento de leves, que inclui os veículos de passeio.

Com isso, o mercado de veículos novos no país deve bater 3 milhões de unidades, primeira vez que isso acontece nos últimos 12 meses. As projeções foram apresentadas pela Anfavea nesta terça-feira (7).

Leia também: Venda de veículos leves no Brasil avança 28% em junho, diz Fenabrave

As vendas no segmento de pesados, com ônibus e caminhões, não vão acompanhar esse crescimento. O ano de 2026 deve registrar queda de 6%, bem acima da queda de 0,5%, prevista anteriormente.

Sobre produção, mudanças também importantes nas projeções. Anteriormente, a produção oferecia crescimento de 3,7%, mas agora vai chegar a 5,8%, segundo a Anfavea.

O alerta negativo está principalmente nas exportações. Agora, a expectativa é registrar aumento de 1,3% de crescimento. Isso significa uma mudança de humor importante, dado que inicialmente a perspectiva era de crescimento de 12,9%.

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“Neste ano, vamos ter um descolamento importante entre emplacamento e produção nacional”, destaca Igor Calvet, presidente da Anfavea, que aponta o avanço dos chineses sobre todos os mercados.

Leia também: Vendas e produção de veículos atingem melhor resultado desde 2019, mostra Anfavea

Os dados do primeiro semestre confirmam essas mudanças de tendência. A entrada de veículos chineses no Brasil dobrou e ajudou a aumentar a participação dos importados no total de emplacamentos e reduzir a participação dos veículos produzidos no país no total das vendas.

O mercado estrangeiro, que poderia absorver parte dessa produção, também reduziu sua demanda por veículos brasileiros. A venda para a Argentina, por exemplo, decresceu 35,4%. “Chama a atenção a velocidade com que isso acontece”, avalia Calvet, ao falar do avanço dos chineses.

Anteriormente, 82% das importações argentinas eram de veículos brasileiros. Isso caiu para 56%. Calvet destaca o custo da produção no país como um ponto de atenção contra custos mais modestos encarados pelos chineses, que acelera o avanço desse player sobre os mercados atendidos pelo Brasil, incluindo o próprio mercado brasileiro.

Leia mais: Fenabrave revisa projeção e prevê ano mais forte para mercado de veículos

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Raphael Coraccini

Analista e repórter de mercado, economia e negócios, Raphael Coraccini é jornalista, especializado em jornalismo econômico e mercado financeiro, mestre e pesquisador em Ciência Social com foco em Ciência Política. Atua na cobertura de autoridades monetárias, autoridades econômicas, resultados corporativos, M&A, mercado de capitais, impostos e tarifas, regulação e outros assuntos relacionados a economia e política.

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