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Ciclone-bomba causa estragos no Sul e Sudeste e paralisa Porto de Santos nesta sexta-feira
Publicado 07/08/2026 • 09:43 | Atualizado há 2 meses
Publicado 07/08/2026 • 09:43 | Atualizado há 2 meses
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Crédito: Divulgação/Porto de Santos
Porto de Santos teve o canal fechado para navegação nesta sexta-feira (7) após fortes rajadas de vento atingirem o litoral paulista.
O avanço de um ciclone-bomba pelo Sul e Sudeste do Brasil vem provocando uma sequência de estragos e de prejuízos nesta quinta e sexta-feira (6 e 7). Ventos de mais de 120 km/h fecharam a navegação no porto de Santos nesta manhã, além de destrurirem casas nas cidades gaúcha de Pelotas e Pedro Osório e cancelar aulas.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém alerta de vendaval até sábado (8) para 11 estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Bahia.
O canal do Porto de Santos foi fechado para navegação por uma hora e meia nesta manhã após fortes rajadas de vento atingirem o litoral paulista. As condições também interromperam temporariamente travessias de balsas e barcas na Baixada Santista.
Segundo a Capitania dos Portos, os ventos chegaram a 55 km/h e o Porto de Santos entrou em condição de “impraticabilidade”. As travessias entre Santos e Guarujá e entre Santos e Vicente de Carvalho, suspensas às 6h45, foram retomadas por volta das 7h25.
A travessia entre Guarujá e Bertioga também foi paralisada.
As interrupções ocorrem em meio ao alerta para chuva moderada e fortes rajadas de vento no Estado de São Paulo. O Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da Defesa Civil prevê ventos de até 100 km/h nesta sexta-feira.
Na capital paulista, a Climatempo prevê rajadas de até 80 km/h. No litoral paulista, na Serra do Mar e no Vale do Paraíba, os ventos podem variar entre 90 km/h e 110 km/h.
Em resposta a reportagem do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC o porto confirmou que a navegação no canal do Porto de Santos foi suspensa às 06h45. A partir das 08h20, em virtude da melhora das condições meteorológicas o Porto passou a operar na condição de praticagem indireta. Não há informações do número de navios que ficaram parados nem o valor do prejuízo.
A Baixada Santista está entre as regiões com previsão de ventos mais fortes e maior risco no Estado. As prefeituras de Bertioga, Caraguatatuba, São Sebastião e Ubatuba suspenderam as aulas na rede pública nesta sexta-feira.
A Enel informou que acionou seu plano de contingência para eventos climáticos, com reforço das equipes operacionais e dos canais de atendimento diante de possíveis ocorrências que afetem o fornecimento de energia.
Desde quinta-feira (6), o Governo de São Paulo mantém mobilizado o Gabinete de Crise para acompanhar a passagem da frente fria e coordenar a resposta às ocorrências.
O grupo reúne representantes das principais instituições estaduais, concessionárias de energia elétrica, água e gás, órgãos reguladores, polícias e Corpo de Bombeiros.
Leia também: Agro, indústria e logística pressionam governo por leilão do Tecon-10, megaterminal de contêineres no Porto de Santos
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Siga o Times | CNBCNove das 16 regiões administrativas do Estado estão em alerta vermelho, classificação de risco muito alto: Marília, Bauru, Itapeva, Registro, Sorocaba, Campinas, Santos, Vale do Paraíba e Litoral Norte e Região Metropolitana de São Paulo.
As outras sete regiões estão em alerta laranja, de risco alto.
Segundo a Defesa Civil, a ventania está associada a um ciclone extratropical que chegou à Região Sul na quinta-feira. Em São Paulo, os efeitos do sistema são sentidos com a chegada de uma frente fria.
“O ciclone vai atingir principalmente o Rio Grande do Sul, onde há condição para eventos extremos. Em São Paulo, o evento chega com uma frente fria”, afirmou o meteorologista da Defesa Civil William Minhoto.
O sistema é chamado de “ciclone bomba” por ter ganhado intensidade rapidamente, após uma queda acentuada da pressão atmosférica em menos de 24 horas.
“Um ciclone normalmente se mantém durante dois ou três dias na mesma pressão. Esse sistema, porém, teve uma queda acentuada de pressão atmosférica em menos de 24 horas, o que significa que ele terá intensidade mais alta que um ciclone normal”, explicou Minhoto.
Segundo o meteorologista, a Baixada Santista está entre as regiões de maior risco porque a Serra do Mar dificulta a ascensão dos ventos, funcionando como um refletor que pode aumentar a intensidade das rajadas.
A Defesa Civil recomenda evitar áreas arborizadas e não se abrigar debaixo de árvores durante a ventania, devido ao risco de queda de galhos e troncos.
A população também deve manter distância de fios elétricos rompidos ou caídos e ficar atenta a placas, toldos e outros objetos que possam se desprender com as rajadas.
Motoristas devem reduzir a velocidade e aumentar a distância em relação aos demais veículos diante da possibilidade de baixa visibilidade e queda de galhos nas vias.
Em caso de cabos elétricos rompidos, a orientação é manter distância e acionar a concessionária de energia ou o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.
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