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Por que líderes estão trocando cirurgias longas por resultados rápidos e seguros
Publicado 16/07/2026 • 20:30 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 16/07/2026 • 20:30 | Atualizado há 1 hora
Foto: Freepik
O cirurgião plástico Dr. Alexandre Peruzzo explica por que pacientes de alta performance buscam procedimentos com menor impacto na rotina e na recuperação
O Brasil realizou mais de 2,1 milhões de procedimentos cirúrgicos estéticos em 2024, mantendo-se entre os maiores mercados do mundo, segundo levantamento da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS), divulgado em 2025. Mas um movimento menos visível tem chamado a atenção dentro dos consultórios: a mudança nos critérios que levam alguém a escolher um procedimento.
Na minha prática como cirurgião plástico, percebo que o paciente atual não avalia apenas o resultado estético. Ele passou a considerar também o impacto da cirurgia sobre a rotina, o trabalho, os exercícios físicos e a própria saúde.
Esse comportamento é especialmente evidente entre empresários, executivos, profissionais liberais e pessoas que ocupam posições de liderança. Para esse público, ficar semanas afastado das atividades deixou de ser uma condição naturalmente aceita. O tempo passou a ser um ativo tão valioso quanto o próprio resultado.
O fenômeno acompanha uma mudança mais ampla observada no mercado premium. Segundo o Global Wellness Institute, a economia global do bem-estar movimentou mais de US$ 6,3 trilhões e continua crescendo, impulsionada por longevidade, saúde preventiva e qualidade de vida.
O consumidor de alta renda passou a valorizar soluções que entregam resultados sem exigir grandes interrupções na vida pessoal ou profissional. Essa lógica já transformou setores como hotelaria, mobilidade, alimentação e saúde preventiva. Agora, começa a influenciar também a cirurgia plástica.
Nesse contexto, procedimentos menos invasivos vêm ganhando espaço por buscarem reduzir o impacto da intervenção sobre o organismo e favorecer uma recuperação mais compatível com a rotina contemporânea, sempre respeitando a indicação médica e as características de cada paciente.
Uma das transformações mais relevantes dos últimos anos foi a evolução dos procedimentos voltados ao contorno corporal.
Durante décadas, a lipoaspiração tradicional esteve associada a cirurgias mais extensas, anestesia geral, maior resposta inflamatória e períodos prolongados de recuperação. Hoje, diferentes abordagens cirúrgicas e avanços tecnológicos permitem ao cirurgião selecionar técnicas de acordo com as características clínicas e os objetivos de cada paciente.
Em casos criteriosamente avaliados, alguns procedimentos podem ser realizados com abordagens menos invasivas, utilizando protocolos anestésicos individualizados e estratégias que buscam reduzir o impacto cirúrgico sobre o organismo. A indicação, no entanto, depende da avaliação médica, das condições de saúde do paciente e da extensão do procedimento.
Essa evolução acompanha uma tendência observada em diversas áreas da medicina: buscar resultados associados à segurança, à preservação da saúde e a uma recuperação compatível com as necessidades de cada pessoa, sempre respeitando critérios científicos e as indicações clínicas.
Existe, ainda, uma mudança importante acontecendo na forma como os pacientes enxergam a cirurgia plástica.
Cada vez mais, o procedimento deixa de ser encarado como um evento isolado e passa a integrar um projeto mais amplo de saúde, composição corporal e longevidade.
Antes da cirurgia, cresce a preocupação com exames, alimentação, condicionamento físico e qualidade metabólica. Depois do procedimento, aumenta a busca pela manutenção dos resultados por meio de hábitos saudáveis e acompanhamento médico.
Na minha visão, essa é a direção mais relevante para o futuro da especialidade. A cirurgia plástica deve fazer parte de um projeto de saúde, realizado com indicação adequada, planejamento e expectativas realistas.
Mais do que transformar a aparência, muitos pacientes procuram procedimentos que possam ser conciliados com uma rotina saudável e com seus objetivos de qualidade de vida. O que observo é que a nova geração de pacientes não busca apenas mudar a aparência: busca melhorar a forma como vive, trabalha e envelhece. Essa mudança de comportamento vem influenciando a forma como a cirurgia plástica é planejada e conduzida.
Dr. Alexandre Peruzzo - CRM - 26736 | RQE 34441
Cirurgião plástico membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica - SBCP
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