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Mappin & Webb: conheça a marca britânica que está nas mesas da aristocracia e ainda hoje conecta tradição, joias e relojoaria de luxo
Publicado 29/04/2026 • 10:01 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 29/04/2026 • 10:01 | Atualizado há 3 meses
Reprodução / Instagram
Durante os séculos XIX e início do XX, a Mappin & Webb se tornou referência global na produção de talheres
Fundada em 1775, em Sheffield, na Inglaterra, a Mappin & Webb é uma das casas mais antigas do luxo britânico e um daqueles nomes que ajudam a entender como o conceito de sofisticação evoluiu ao longo dos séculos.
Se hoje a marca está associada à relojoaria e joalheria de alto padrão, sua origem é outra: a prataria, mais especificamente, os faqueiros que um dia definiram o ritual do luxo à mesa.
Durante os séculos XIX e início do XX, a Mappin & Webb se tornou referência global na produção de talheres, utensílios e faqueiros completos, muitos deles organizados em verdadeiros armários, móveis dedicados exclusivamente ao serviço de jantar.
Esses conjuntos não eram apenas funcionais. Eram patrimônio. Famílias britânicas e também elites ao redor do mundo investiam em faqueiros que atravessariam gerações.
Hoje, esses faqueiros não fazem mais parte da produção ativa da marca. Mas ganharam um novo espaço: o mercado secundário de luxo.
Antiquários, casas de leilão e curadores especializados passaram a comercializar essas peças como itens de coleção, valorizadas pelo design, pela procedência e pelo estado de conservação.
No Brasil, recentemente, a Vanessa Taques Casa, referência em mesa posta e curadoria de objetos raros, comercializou um faqueiro-armário da Mappin & Webb, um tipo de peça cada vez mais raro no mercado e um achado que foi disputado na internet.
Dependendo da composição e da conservação, conjuntos como esse podem ultrapassar dezenas de milhares de reais, especialmente quando completos e com estojo original.
Em leilões internacionais, peças da marca aparecem com frequência, reforçando seu valor como ativo histórico dentro do universo de casa e decoração.
Leia também: Chanel e o tabuleiro de xadrez de US$ 4 milhões
A Mappin & Webb não construiu relevância apenas no mercado consumidor. A marca mantém uma longa relação com a monarquia britânica e possui o Royal Warrants, atuando como fornecedora oficial da família real.
Essa conexão segue ativa. Em 2023, durante a coroação do Rei Charles III, o mestre ourives da casa, Mark Appleby LVO, participou da preparação das coroas utilizadas na cerimônia, um trabalho técnico de manutenção e preservação de peças históricas que integram as Joias da Coroa.
É um bastidor pouco visível, mas altamente simbólico: a marca continua presente nos rituais mais tradicionais do Reino Unido.
Apesar da herança na prataria, o negócio da Mappin & Webb mudou. Hoje, a marca integra o grupo Watches of Switzerland, um dos maiores varejistas de relógios de luxo do mundo, com receita superior a 1,5 bilhão de euros em 2024. Seu foco atual está em:
Esse último ponto é especialmente relevante: o mercado de relógios usados de alto padrão vem ganhando força com consumidores que buscam acesso, raridade e investimento e grandes players passaram a estruturar essa oferta de forma profissional.
A Mappin & Webb conversa diretamente com movimentos que estão crescendo por aqui:
O exemplo do faqueiro-armário vendido no país não é isolado, ele indica uma mudança de
comportamento. E de um oceano de possibilidades.
A Mappin & Webb é, ao mesmo tempo:
Ela não abandonou seu passado, mas também não depende mais dele para existir. E talvez esteja aí o ponto mais interessante: o mercado de luxo muda, mas algumas marcas conseguem atravessar essa mudança sem perder relevância.
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