CNBC
JPMorgan.

CNBCJamie Dimon alerta que JP Morgan pode repensar nova sede em Londres caso Starmer deixe cargo de premiê do Reino Unido

UP MarKet Danni Rudz

O novo Dia das Mães – a virada do mercado de consumo no Brasil

Publicado 10/05/2026 • 12:00 | Atualizado há 3 dias

Foto de Danni Rudz

Danni Rudz

Danni Rudz é comunicadora, criadora de conteúdo, consultora de diversidade corporal e vivências raciais, palestrante, educadora e especialista em moda inclusiva.  Comentarista especialista no Times Brasil - Licenciado CNBC falando ao vivo de Mercado de Luxo e Lifestyle, todas as 6ª feiras. Membro Forbes BLK.

Divulgação / Arezzo

Dia das Mães da Arezzo

Por muito tempo, o Dia das Mães foi tratado quase exclusivamente como uma data de varejo: flores, eletrodomésticos, perfumes e campanhas emocionais voltadas ao consumo imediato. Mas o mercado mudou e as marcas também.

Hoje, mais do que vender produtos, empresas de moda, beleza e lifestyle passaram a disputar algo muito mais valioso: experiência, conexão emocional e tempo de atenção.

Não por acaso, o Dia das Mães se consolidou também como uma das datas mais estratégicas para ativações presenciais, talks, experiências de marca, encontros exclusivos e produção de conteúdo proprietário.

Um estudo global da Eventbrite mostrou que mais de 75% dos millennials preferem investir em experiências do que em bens materiais. Esse dado ajuda a explicar por que o mercado passou a direcionar investimentos para encontros presenciais, ativações imersivas, conteúdos proprietários e formatos capazes de aproximar emocionalmente marcas e consumidores.

Leia também: Shakira em Copacabana: 2 milhões de pessoas, R$ 776 milhões em impacto e um espetáculo entre pop, moda e escala

O crescimento desse movimento é visível principalmente nos setores de moda, beleza e lifestyle, que passaram a operar cada vez mais próximos do entretenimento, da cultura, com uma experiência que transcende. O mercado tem se dedicado para se superar nesse quesito.

O consumidor atual não busca apenas produto, ele quer repertório, identificação, pertencimento e construção de narrativa.

E isso muda completamente a lógica da publicidade tradicional.

Hoje, eventos, talks, encontros e experiências presenciais funcionam como ferramentas de branding muito mais sofisticadas do que campanhas puramente comerciais. O objetivo deixou de ser apenas vender uma peça ou um serviço. A intenção agora é criar vínculo emocional e relevância cultural.

Alguns movimentos recentes ajudam a mostrar como esse mercado vem se transformando:

Arezzo: moda, entretenimento e construção de comunidade

Recentemente, a Arezzo reuniu Silvia Braz e Ingrid Guimarães em um talk premium voltado a comportamento, imagem e estilo de vida. O movimento reforça uma tendência importante do mercado de moda: marcas passaram a investir em formatos que se aproximam mais do entretenimento e da conversa do que da publicidade tradicional.

O foco deixa de ser apenas produto e passa a incluir experiência, identificação e construção de comunidade.

Aqui, o presente é sim o sapato, e a bolsa, mas também uma experiencia memorável com pessoas que inspiram, mas que ao mesmo tempo se igualam quando falam de maternidade.

MK Concept: beleza como experiência premium

O setor de beleza também vive uma transformação importante. Salões e espaços premium deixaram de oferecer apenas serviços estéticos e passaram a construir experiências completas de bem-estar, imagem e lifestyle.

O MK Concept é um exemplo desse movimento. O espaço trabalha beleza associada à experiência, hospitalidade e relacionamento, reforçando um comportamento cada vez mais forte no mercado premium: consumidores buscam ambientes que entreguem não apenas resultado estético, mas sensação de pertencimento e experiência personalizada.

Leia também: Mappin & Webb: conheça a marca britânica que está nas mesas da aristocracia e ainda hoje conecta tradição, joias e relojoaria de luxo

Aqui , o presente é proporcionar uma imersão as maes, que preze pelo cuidado em cuidar.

Liz Lingerie: autoestima, conforto e nova comunicação feminina

A lingerie também mudou de lugar dentro do mercado de consumo. Marcas deixaram de comunicar apenas sensualidade e passaram a trabalhar conceitos ligados a conforto, autoestima, identidade e bem-estar.

A Liz Lingerie acompanha diretamente essa transformação ao apostar em campanhas e narrativas que conversam com mulheres reais, diferentes corpos e diferentes momentos da vida. O produto continua importante, mas o discurso deixa claro que o consumo hoje está muito mais ligado à experiência emocional, identidade e propósito, do que apenas à estética.

Essa mudança revela um movimento maior do mercado: o consumo deixou de ser apenas
transacional.

Principalmente em datas como o Dia das Mães, cresce o valor da experiência, da memória e
da construção emocional entre marcas e consumidores.

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Danni Rudz