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Crise nos Correios vira munição de opositores a Lula e Haddad; CPI entra no radar do Planalto
Publicado 16/10/2025 • 21:29 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 16/10/2025 • 21:29 | Atualizado há 1 ano
KEY POINTS
Foto: reprodução Marcos Oliveira/Agência Senado
Os Correios acumulam prejuízos desde 2022 e registram déficit de R$ 6,1 bilhões
A crise financeira dos Correios, que negocia um empréstimo de R$ 20 bilhões com garantias do Tesouro para não quebrar, tornou-se munição para a oposição desgastar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT). Nos bastidores, integrantes do Palácio do Planalto monitoram a coleta de assinaturas para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com o objetivo de apurar o rombo nas contas da estatal.
As frentes de ataque da oposição vão além da CPI. O deputado federal Zucco (PL-RS) protocolou um requerimento para que Haddad explicasse a situação da empresa na Câmara. O deputado federal Alberto Neto (PL-AM), por sua vez, acionou o Tribunal de Contas da União (TCU) por uma investigação sobre o empréstimo, ainda nem contratado. Nas redes sociais, líderes da oposição atribuem o déficit de R$ 4 bilhões dos Correios a uma suposta “má gestão” do governo federal.
Entre auxiliares do presidente Lula, o clima é de desconforto com a situação, considerando que o PT enfrentou impactos político-eleitorais negativos por problemas financeiros nas estatais, incluindo a Petrobras, no governo Dilma Rousseff.
No caso dos Correios, embora o impasse atual não envolva corrupção, a companhia evoca um “trauma” entre petistas que integraram os primeiros governos de Lula. Em 2005, a CPMI dos Correios investigava o então deputado federal Roberto Jefferson (PTB) por operar um esquema de propina na estatal. Pressionado, o parlamentar acabou delatando o escândalo que ficou conhecido como mensalão.
O episódio não foi esquecido pelos adversários políticos de Lula, que deve ser candidato à reeleição em 2026. De acordo com fontes, o PL do ex-presidente Jair Bolsonaro pretende divulgar um vídeo nas redes sociais para relembrar o caso e associá-lo à crise atual dos Correios.
Ciente do desgaste político que está por vir, o Palácio do Planalto deu carta branca para o presidente da estatal, Emmanoel Rondon, fazer o que for necessário para salvar a empresa. Como revelou o Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, ao menos três diretores-executivos serão trocados nos próximos dias. Haverá ainda um programa de demissão voluntária (PDV) para reduzir custos.
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