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EXCLUSIVO: Mercado de fusões e aquisições no Brasil sobe 114% em valor com menos negócios e mais capital por operação
Publicado 13/05/2026 • 07:15 | Atualizado há 1 mês
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Publicado 13/05/2026 • 07:15 | Atualizado há 1 mês
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O mercado de fusões e aquisições no Brasil abriu 2026 com um sinal claro de mudança de perfil. Entre janeiro e março, o país registrou 256 operações de M&A, volume 43% menor do que no mesmo período de 2025. O valor agregado, no entanto, disparou 114%, chegando a US$ 17,7 bilhões, de acordo com relatório obtido com exclusividade pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC junto à Aon, em parceria com a TTR Data e a Datasite.
Os dados resumem o movimento que os especialistas identificam como uma virada de mentalidade entre os investidores. Menos deals, mais capital por operação.
André Nogueira, líder de M&A and Transaction Solutions para o Brasil na Aon, avalia que o mercado passou por uma mudança de prioridades. “Em 2026, o investidor está priorizando ativos com escala, potencial de consolidação e capacidade clara de geração de valor”, afirma. Para ele, o movimento demonstra maturidade do mercado brasileiro e confiança na capacidade de execução local.
| País | Transações | Var. transações | Valor agregado | Var. valor |
|---|---|---|---|---|
|
|
256 | -43% | US$ 17,7 bi | +114% |
|
|
92 | +5% | US$ 1,93 bi | +55% |
|
|
58 | -13% | US$ 6,08 bi | +420% |
|
|
57 | -23% | US$ 2,29 bi | +39% |
|
|
48 | -38% | US$ 5,31 bi | +189% |
|
|
30 | -14% | US$ 3,47 bi | +856% |
Fonte: Aon, TTR Data e Datasite — 1º trimestre de 2026 vs. 1º trimestre de 2025
Nogueira acrescenta que o ambiente de transações mais robustas e sofisticadas eleva a importância das diligências bem conduzidas e da identificação precisa de riscos.
O setor imobiliário liderou o número de transações no trimestre. Logo atrás vieram internet, software e serviços de tecnologia, além de bancos e investimentos.
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Dentro do recorte por tipo de operação, as fusões e aquisições tradicionais seguem como o principal segmento, com 126 transações e US$ 11,6 bilhões movimentados. A aquisição de ativos também ganhou relevância, com 73 transações e US$ 2,7 bilhões, o que aponta para um interesse crescente na compra de unidades de negócio específicas para acelerar o crescimento.
O venture capital contabilizou 41 transações, mas com valor agregado de apenas US$ 285 milhões, o que indica cautela e concentração em rodadas menores dentro do ecossistema de startups.
Já o private equity chamou atenção pela desproporção entre volume e valor. Foram apenas 17 transações, mas o capital mobilizado superou US$ 3,1 bilhões, reforçando a preferência por ativos de maior escala e a seletividade dos fundos.
Valor agregado — US$ bilhões
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Brasil: primeiros trimestres de 2024, 2025 e 2026 | América Latina: série trimestral completa
Fonte: Aon, TTR Data e Datasite | Allan Ravagnani — Times Brasil | CNBC
O Brasil não está sozinho nesse movimento. A América Latina, como um todo, registrou 482 transações de M&A entre janeiro e março, totalizando US$ 27,06 bilhões. O número de operações caiu 36% em relação ao mesmo período de 2025, mas o valor agregado subiu 87%.
O Brasil liderou o ranking regional em número de transações. O Chile aparece em segundo, com 92 operações e crescimento de 55% no valor agregado, chegando a US$ 1,93 bilhão. O México ocupa a terceira posição, com 58 transações e alta de 420% no capital mobilizado, somando US$ 6,08 bilhões. Argentina e Colômbia completam o top 5, com a colombiana registrando 48 transações e avanço de 189% no valor, chegando a US$ 5,31 bilhões.
O Peru, embora menor em volume, registrou o maior salto percentual da região, com 30 transações e crescimento de 856% no capital mobilizado, totalizando US$ 3,47 bilhões.
Aquisições inbound na América Latina — 1º trimestre de 2026 | Fonte: Aon, TTR Data e Datasite
Pedro da Costa, head de M&A and Transaction Solutions para a América Latina na Aon, descreve 2026 como um ano de reativação com seletividade. “O mercado latino-americano apresenta uma queda no volume de transações, com aumento do capital agregado, o que indica menos operações, porém de maior porte, mais disciplinadas”, analisa.
Para Da Costa, o quadro se encaixa em um contexto macroeconômico de crescimento regional moderado, melhora nas condições financeiras e volatilidade externa que exige prudência. “Estamos em um ciclo de apetite restritivo, com investidores dispostos a agir, desde que haja clareza sobre a tese, preço, governança e proteção contra riscos”, conclui.
No cenário global, as empresas latino-americanas ampliaram sua presença no exterior, com 22 transações na Europa e 8 na América do Norte. No sentido inverso, as companhias que mais investiram na região vieram da América do Norte (75 transações), Europa (73) e Ásia (16).
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