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Amazon começa a vender sua tecnologia de I.A. para e-commerce a outros varejistas
Publicado 27/05/2026 • 12:24 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 27/05/2026 • 12:24 | Atualizado há 5 meses
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A Amazon vem utilizando tecnologias próprias de inteligência artificial para ajudar usuários a comparar produtos, realizar compras ou fazer reposições automáticas de itens. Agora, a companhia decidiu licenciar essa tecnologia para outros varejistas, em uma tentativa de se consolidar como infraestrutura central para compras com I.A. na internet.
Em publicação divulgada nesta quarta-feira (26), a empresa informou que está disponibilizando para o setor varejista a “arquitetura, código-base e aprendizados” desenvolvidos no Alexa for Shopping.
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O novo serviço permitirá que varejistas criem suas próprias ferramentas de compras com inteligência artificial, adaptadas às características de suas lojas, catálogos e identidade visual, “em até 60 dias”, segundo a Amazon.
Para a companhia, a iniciativa representa mais um movimento para transformar tecnologias desenvolvidas internamente em produtos vendidos para outras empresas, inclusive concorrentes. A mesma estratégia foi adotada cerca de duas décadas atrás com a Amazon Web Services (AWS), divisão de computação em nuvem da empresa, e posteriormente com serviços relacionados a caixas automatizados sem atendentes, armazenagem e cadeia de suprimentos.
No início deste mês, a Amazon reformulou a marca de seu chatbot de comércio eletrônico, que deixou de se chamar Rufus para adotar o nome Alexa for Shopping. A ferramenta passou também a funcionar automaticamente nas buscas realizadas dentro da plataforma da empresa.
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Ao ser oferecida por meio da AWS, a nova solução pode ajudar a reduzir a resistência de varejistas que demonstram preocupação em compartilhar dados ou estabelecer parcerias diretas com a gigante do comércio eletrônico.
A Amazon informou que já fechou contrato com a marca de moda de luxo Kate Spade, pertencente ao grupo Tapestry, que utilizou a tecnologia para lançar um assistente de sugestões para presentes. Segundo a empresa, outros varejistas estão atualmente em fase de testes.
Em todo o setor de inteligência artificial, as principais empresas têm voltado suas atenções para o mercado de compras. OpenAI, Google e Perplexity já lançaram ferramentas de pesquisa e agentes voltados para compras, embora algumas dessas iniciativas tenham enfrentado problemas técnicos e dificuldades na adesão de varejistas.
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Siga o Times | CNBCTambém permanece a dúvida sobre o grau de disposição dos consumidores em delegar a bots a etapa final de uma compra.
Empresas do varejo e marketplaces como Walmart, Target, Etsy, Gap e eBay vêm adotando estratégias múltiplas para o uso de I.A., desenvolvendo suas próprias ferramentas e, ao mesmo tempo, firmando parcerias com empresas como OpenAI e Google.
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Já companhias de software, como a Salesforce, têm oferecido serviços voltados à implementação de chatbots e agentes inteligentes em plataformas de comércio eletrônico.
A Amazon, por sua vez, tem demonstrado resistência em estabelecer parcerias com plataformas rivais de inteligência artificial, priorizando o desenvolvimento de soluções próprias, como o Alexa for Shopping. A companhia também restringiu o acesso de agentes externos aos dados de seu site.
Ao mesmo tempo, desenvolveu um recurso chamado “Buy for Me”, capaz de realizar compras em sites de outros varejistas em nome dos usuários.
Na publicação desta quarta-feira (26), a empresa sugeriu que varejistas criem suas próprias ferramentas de I.A. em vez de entregar a experiência de compra a um “intermediário”.
“Os varejistas já possuem conhecimento profundo sobre seus produtos, clientes e categorias, algo que nenhuma inteligência artificial de uso geral consegue igualar”, afirmou a companhia.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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