CNBC

CNBCLamborghini apresenta o Revuelto SV, seu carro de produção mais potente de todos os tempos

Fábrica de Mídia Fábrica de Mídia

Galinha Pintadinha quer repetir nas telonas o fenômeno que já vale R$ 3,5 bilhões por ano

Publicado 18/07/2026 • 23:00 | Atualizado há 4 semanas

Foto de Fábrica de Mídia

Fábrica de Mídia

Semanalmente, Michaele Gasparini destrincha um dos principais temas da indústria de mídia na semana. Nada passa despercebido ao olhar da colunista: tudo o que movimenta o mercado e rende milhões de dólares em publicidade nas emissoras de televisão e nas plataformas de streaming estará aqui.

Foto: Divulgação

A estreia de Galinha Pintadinha - O Filme, marcada para 1º de outubro, representa mais do que a chegada de uma das marcas infantis mais populares do país às telonas. O lançamento sinaliza uma tentativa da indústria brasileira de fortalecer uma propriedade intelectual capaz de disputar atenção em um mercado historicamente dominado por gigantes norte-americanos, como Minions e Divertidamente. Ao longo das últimas duas décadas, a Galinha Pintadinha deixou de ser apenas um fenômeno digital para se transformar em um dos maiores cases de entretenimento infantil do Brasil.

A franquia, criada por Juliano Prado e Marcos Luporini em 2006, construiu uma relação sólida com diferentes gerações de famílias e alcançou um patamar raro para uma marca nacional. Hoje, movimenta cerca de R$ 3,5 bilhões por ano em licenciamento de produtos, resultado que demonstra a força comercial da personagem muito além das telas. Nesse contexto, o primeiro longa-metragem ganha importância estratégica.

Em vez de apenas celebrar os 20 anos da franquia, a produção amplia o alcance da marca para um segmento que costuma impulsionar receitas, fortalecer o reconhecimento do público e abrir novas oportunidades de negócios. O cinema funciona como uma vitrine capaz de renovar personagens já conhecidos e atrair consumidores que talvez nunca tenham tido contato com os vídeos que fizeram sucesso na internet.

A aposta também acompanha um movimento observado nas grandes franquias internacionais. Personagens como os Minions e o universo de Divertidamente deixaram de depender exclusivamente dos filmes para construir ecossistemas completos de produtos, brinquedos, roupas, livros, experiências e licenciamentos. A Galinha Pintadinha já percorreu parte desse caminho no mercado brasileiro e, agora, busca reforçar sua presença justamente na plataforma que ajuda a consolidar marcas globais.

O filme chega com elementos que procuram equilibrar tradição e renovação. A história inédita reúne personagens clássicos ao lado de novos protagonistas em versões desenvolvidas em 3D, estratégia que preserva a identidade da franquia sem impedir sua atualização estética. As declarações de Juliano Prado e Marcos Luporini reforçam essa intenção ao apresentar o longa como uma celebração das famílias que acompanharam a marca desde o início e, ao mesmo tempo, como uma porta de entrada para uma nova geração.

A distribuição pela Imagem Filmes também evidencia que o projeto pretende ocupar espaço relevante no circuito comercial. Em um cenário em que animações estrangeiras costumam dominar as bilheterias brasileiras, o lançamento representa uma oportunidade para medir até que ponto uma propriedade intelectual nacional consegue converter sua enorme popularidade em desempenho nas salas de cinema. O resultado da estreia poderá servir como referência para futuras apostas da indústria audiovisual brasileira em marcas próprias.

Independentemente do desempenho de bilheteria, o simples fato de uma franquia criada no Brasil chegar ao cinema após movimentar bilhões de reais em licenciamento mostra que o país já possui propriedades intelectuais capazes de competir por atenção em um mercado global. O desafio agora deixa de ser construir reconhecimento e passa a transformar essa força comercial em uma franquia cinematográfica duradoura.

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Fábrica de Mídia