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Enquanto Brasília pega fogo, Bolsa é blindada por petróleo e PIB, concretizando décima alta seguida
Publicado 01/09/2026 • 21:03 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 01/09/2026 • 21:03 | Atualizado há 2 meses
A bolsa de valores de São Paulo se afastou da confusão em Brasília e subiu 1,3% nesta terça-feira (1), concretizando sua décima alta consecutiva depois de 11 quedas seguidas registradas imediatamente antes do início dessa tendência positiva.
O avanço está relacionado à posição do Brasil diante do conflito global, mais especificamente à exposição ao preço do petróleo, que disparou mais uma vez e vem preocupando economias ao redor do mundo. No Brasil, também existe preocupação com a disparada do petróleo e um possível impacto na inflação. Mas, do ponto de vista do mercado de capitais, mais especificamente de quem opera na bolsa, o país está protegido por sua exposição às commodities: quanto mais elas se valorizam, maior tende a ser o ganho do Ibovespa. Ao menos, até que novos fatores sejam colocados na equação.
Nessa esteira, o preço do petróleo disparou quase 5% no pregão, somando-se à alta anterior e levando o Brent para os US$ 94 por barril, considerando os contratos para dezembro de 2026. Nesse ambiente, a Petrobras disparou 4% e ajudou a empurrar o principal índice da bolsa para o campo positivo, ao lado de Vale e Itaú, que também estiveram entre os destaques do pregão.
Enquanto a bolsa brasileira operava em alta, em Brasília mais um caos institucional foi deflagrado. O estopim foi a derrubada de sigilo de conversas entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, do banco Master, que sugerem favorecimento do ministro do STF ao ex-banqueiro. O episódio pode perturbar ainda mais o ambiente institucional em Brasília.
O cenário tem favorecido também o real, com a moeda brasileira se valorizando e chegando a R$ 5,15 por dólar. A divisa local vive um momento especial. No começo do ano, já era um dos destaques em termos de valorização entre as principais moedas do mundo e agora volta a aparecer entre os desempenhos mais positivos.
A alta do real nesta terça-feira vai na contramão de outras moedas importantes, que perderam valor diante do dólar em meio ao ambiente de instabilidade provocado principalmente pelo agravamento da guerra no Irã, com ataques de lado a lado entre o país persa e os Estados Unidos.
Nesse ambiente, o Brasil também é favorecido pela balança comercial, que tende a trazer mais dólares para o país por conta da disparada do preço do petróleo. Como o Brasil é um grande exportador da commodity, deve receber ainda mais dólares nas próximas semanas, dando sequência ao resultado positivo da balança comercial em 2026.
Também merece destaque o comportamento do PIB, que apresentou desaceleração. Do ponto de vista do crescimento econômico, isso naturalmente representa um problema. Por outro lado, o resultado foi interpretado de forma positiva pelo mercado porque mostra que a política de juros do Banco Central está produzindo efeitos e reduzindo o ritmo da economia brasileira. O que torna mais provável novas reduções de juros e estimula a migração de investidores da renda fixa para o mercado de ações.
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