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Raphael Coraccini

Ouro, cripto e Ibovespa ganham novo fôlego com desconfiança sobre EUA

Publicado 23/08/2026 • 08:00 | Atualizado há 3 horas

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Raphael Coraccini

Analista e repórter de mercado, economia e negócios, Raphael Coraccini é jornalista, especializado em jornalismo econômico e mercado financeiro, mestre e pesquisador em Ciência Social com foco em Ciência Política. Atua na cobertura de autoridades monetárias, autoridades econômicas, resultados corporativos, M&A, mercado de capitais, impostos e tarifas, regulação e outros assuntos relacionados a economia e política.

bitcoin

Sensação no começo do ano, o ouro volta a chamar a atenção do investidor nesta semana, com a redução da confiança do mercado nos títulos públicos americanos na semana, o metal precioso valorizou mais de 5% no período e reconquistou os 4660 dólares.

O ouro ocupa lugar na cabeça e no coração de alguns investidores que já não encontram a mesma consistência nas treasuries. O mercado vem pedindo prêmios cada vez maiores para alocar capital na renda fixa americana.

Além disso, bancos centrais seguem reduzindo a exposição a ativos como os títulos de dívida e o próprio dólar. A China, por exemplo, acelerou a aquisição de ouro em detrimento dos ativos americanos, com uma aquisição mensal de 20 toneladas do metal.

E nessa esteira, os criptoativos também ganham atenção, com valorizações de dois dígitos das principais moedas: bitcoin e ethereum. O BTC avança aos 398 mil reais ou 77 mil dólares.

O capital que se aventura por outros países encontra novamente no Brasil boas possibilidades. O Ibovespa subiu perto de 3% desde o começo da semana, superando 11 dias seguidos de queda. O patamar dos 185 mil pontos para o final do ano, projetado por alguns bancos internacionais, podem estar ao alcance novamente depois de o índice da bolsa de valores superar os 171 mil pontos.

Mas, o caminho ainda deve ser pedregoso até o patamar projetado. Na semana que vem, o IBOV já deve encontrar um desafio considerável, o desempenho da Nvidia. Se a empresa emplacar mais um resultado muito positivo, pode sugar de volta o dinheiro que rumou discretamente para outros países. A possibilidade de uma retomada de fortes altas do Ibovespa depende de um guidance ruim e um aumento dos investimentos para o setor de data centers e atrelados, que pode afastar os investimentos da maior economia do mundo no e movê-los em direção aos ativos reais, relacionados às commodities. E nisso o Brasil sabe atuar.

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