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Raphael Coraccini

Master Capixaba: CEO afastado diz que transferências que bloquearam seus bens eram rotina e que também colocou recursos na ApexPartners

Publicado 22/08/2026 • 07:15 | Atualizado há 2 horas

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Raphael Coraccini

Analista e repórter de mercado, economia e negócios, Raphael Coraccini é jornalista, especializado em jornalismo econômico e mercado financeiro, mestre e pesquisador em Ciência Social com foco em Ciência Política. Atua na cobertura de autoridades monetárias, autoridades econômicas, resultados corporativos, M&A, mercado de capitais, impostos e tarifas, regulação e outros assuntos relacionados a economia e política.

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O presidente afastado da ApexPartners, Fernando Cinelli, afirma que as operações que causaram seu afastamento da liderança da companhia e o bloqueio de R$ 5 milhões em bens em seu nome eram comuns dentro do grupo. E que também deu dinheiro para a empresa. 

Cinelli diz que a movimentação de recursos contestada pela empresa para justificar seu afastamento "constituía etapa operacional usualmente praticada para viabilizar estratégias concebidas no interesse da própria organização". E que "o trânsito de recursos entre diferentes contas era um modus operandi na Apex". 

O executivo afirma também que aportava recursos próprios em favor da sociedade. Ele enumera supostas transferêncoas para a ABM Partnership Investimentos e Participações Ltda., pertencentes à ApexPartners, nos valores de R$ 900 mil em junho de 2026 e outras duas transações, de R$ 100 mil e R$ 200 mil, em julho. 

O ex-CEO havia dito que as transferências de valores para sua conta foram feitas para cobrir despesas da própria ApexPartners. A empresa disse que R$ 23 milhões repassados para as contas de Cinelli via fundo da companhia ainda estavam sob análise de uma auditoria externa. Na petição, Cinelli cobra análise "da causa e do destino de cada fluxo financeiro".  

Em nota, ele cobra "uma apuração documental independente sobre os dados das empresas e sobre a cadeia de informações e decisão dentro da Apex". Disse ainda que ajuizou ação para que sejam "preservados e exibidos" documentos que, segundo Cinelli, devem "esclarecer o funcionamento das operações e os respectivos centros de decisão e responsabilidade". 

Logo que foi afastado, Cinelli havia dito que dividia decisões com outras pessoas dentro da companhia. Além do ex-CEO, foi afastado também o então CFO da companhia, Eduardo Siqueira.

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