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Plano de Negócios Rodrigo Loureiro

Pode ser Pepsi? O KFC disse não (e a Coca-Cola agradece)

Publicado 16/10/2026 • 08:29 | Atualizado há 2 horas

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Rodrigo Loureiro

Rodrigo Loureiro é jornalista especializado em economia e com experiência nos principais veículos do Brasil. Além de comandar esta coluna, é analista de mercado nos principais programas do Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC.

A PepsiCo perdeu um importante ponto de venda de suas bebidas nos Estados Unidos. A rede de restaurantes KFC está substituindo a companhia pela rival direta Coca-Cola.

A medida começa a valer a partir do ano que vem e vai impactar 3.718 restaurantes da rede de frango frito nos Estados Unidos. A mudança não vale para outros mercados, como o Brasil.

A previsão é de que a mudança vá resultar em uma perda anual de US$ 50 milhões em receita, de acordo dados da Evercore ISI. Anualmente, o KFC vende entre US$ 350 milhões e US$ 400 milhões em refrigerantes nos EUA, segundo estimativas.

Esse número de US$ 50 milhões em si não representa muito frente a receita global da marca. Em 2025, a PepsiCo faturou quase US$ 94 bilhões no mundo. Assim, em uma conta rápida, o impacto estimado dessa mudança gira em torno de 0,05%. 

Mas o problema vai além dos números iniciais. A PepsiCo perde uma importante vitrine com a saída do KFC nos Estados Unidos. A medida ainda abre a possibilidade de que outras redes de restaurante no país façam o mesmo movimento e migrem para a rival.

Atualmente a PepsiCo é a fornecedora de redes como Pizza Hut, Taco Bell e Subway. A rival Coca-Cola, por sua vez, fornece refrigerantes para redes como McDonald's, Burger King, Five Guys, Wendy's, entre outras.

A história entre PepsiCo e KFC tem ainda um elemento histórico. Além de ter sido a fornecedora oficial para o KFC nos EUA desde 1986, a PepsiCo foi proprietária da rede até 1997, quando separou a operação de seus negócios de restaurantes. O KFC, então, passou a ser gerenciado pela Yum! Brandes.

As ações da PepsiCo acumulam queda de 9,74% desde o começo do ano e de 15,91% nos últimos 12 meses. Antes da abertura do mercado desta sexta-feira (16), os papéis da empresa negociados na Nasdaq operavam com leve alta de 0,57%

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