Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Uma grande muralha no caminho da Nvidia
Publicado 28/08/2025 • 13:31 | Atualizado há 11 meses
Ataque de agente da OpenAI à Hugging Face confirma alertas da cibersegurança: ‘A caixa de Pandora foi aberta’
Europa corre contra o tempo para proteger sua infraestrutura de uma “catástrofe silenciosa”
Fifa desiste de plano para vender participação após resistência de federações
S&P 500 fecha em alta, impulsionado pela valorização da Amazon; Dow Jones registra o quarto mês consecutivo de ganhos
Ações da Novo Nordisk despencam após medicamento para doenças cardíacas fracassar em teste clínico
Publicado 28/08/2025 • 13:31 | Atualizado há 11 meses
KEY POINTS
Nvidia/Divulgação
Sede global da Nvidia em Santa Clara, na Califórina, Estados Unidos
Nos resultados financeiros divulgados pela Nvidia na última quarta-feira (27), a gigante americana dos chips bateu as projeções do mercado de receita e lucro, mas ficou devendo em relação aos ganhos isolados de sua principal vertente: os chips destinados aos data centers.
Foi por pouco, é verdade. Uma diferença de pouco mais de US$ 100 milhões entre expectativa e realidade. Pennies on the dollar em relação ao faturamento de US$ 41,2 bilhões da divisão que foi responsável por 88% da receita total de US$ 46,7 bilhões da empresa no trimestre.
Leia mais:
Nvidia supera resultados financeiros com aumento de 56% na receita do data center
CEO da Nvidia, Jensen Huang, diz que levar chip de IA Blackwell para a China ‘é uma possibilidade real’
O problema está em como o mercado enxerga esses números no que diz respeito ao longo prazo. Ainda que altos, os números poderiam ser melhores não fossem as restrições impostas à companhia para a venda dos chips H20 (ou de qualquer outro chip, num discurso mais claro) para a China.
Em pronunciamentos anteriores, Jensen Huang, CEO da Nvidia, animou os operadores da bolsa de valores ao redor do mundo ao destacar que a China é tem potencial para ser um mercado de chips que pode render US$ 50 bilhões. Não ficou claro se essa era a previsão que a Nvidia abocanharia da China anualmente.
De certo, Nvidia teve um impacto contábil na casa dos US$ 7 bilhões no primeiro trimestre. Ontem, com a divulgação do balanço, a empresa americana informou que não vendeu um único chip H20 para a China entre o começo de abril e o fim de junho. Pior: não há qualquer certeza de vendas no terceiro trimestre.
A Nvidia trata o assunto com cautela e adota tom de otimismo. Algo na linha de “vamos crescer, mesmo sem a China”. O guidance para o 3T25 projeta receita de US$ 54 bilhões no período, alta de 80% em relação ao mesmo período do ano passado, mas 2% menor do que o previsto anteriormente.
Há possibilidade de um upside entre US$ 2 bilhões e US$ 5 bilhões, caso os chips H20 sejam novamente desembarcados em território chinês. Um valor ainda baixo em relação ao todo, mas que pode crescer significativamente com (e se houver) o alívio das tensões geopolíticas.
O problema não está somente em convencer Donald Trump, com quem Huang se reuniu nos últimos meses. É preciso negociar também com os chineses. Semanas atrás, autoridades chinesas intensificaram a pressão para as empresas locais. A ordem era para que evitassem utilizar os chips da fabricante americana.
Alibaba e Tencent, gigantes avaliadas em centenas de bilhões de dólares, estão entre os principais clientes.
Maiores Audiências
1
O que explica a saída da Prudential do Brasil?
2
TIM vai fornecer energia inteligente com IoT, rede privativa e substações para a CPFL em acordo de R$ 60 milhões
3
Após pane no sistema e dois atrasos, B3 abre o pregão somente às 12h47
4
Republicanos confirma Tarcísio de Freitas como candidato ao governo de São Paulo com a presença de Flávio Bolsonaro
5
EXCLUSIVO: Fraude com vídeo falso cresce 800% ao mês e engana biometria de bancos