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Trump discursa na cúpula do G7 e diz que Irã teria concordado em não desenvolver armas nucleares
Publicado 17/06/2026 • 13:21 | Atualizado há 8 minutos
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Publicado 17/06/2026 • 13:21 | Atualizado há 8 minutos
Foto: AFP
Durante a cúpula Durante a cúpula do G7, nesta quarta-feira (17), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou o andamento das negociações com o Irã e voltou a destacar as tensões no Oriente Médio.
Ele afirmou que, caso não haja acordo, os Estados Unidos “podem ter que bombardear o Irã”, condicionando um entendimento à exigência de que o país não realize enriquecimento de urânio. Segundo Trump, o Irã teria concordado em não desenvolver armas nucleares.
Sobre o acordo, que pode ser assinado nesta sexta-feira (19) em Genebra, na Suíça, ele disse que “eles (Irã) querem assinar o acordo”, especialmente após os bombardeios da semana passada. Ao ser questionado sobre a ausência de uma cláusula específica sobre isso no acordo, Trump afirmou que o Irã “sabe das condições” e que, caso descumpra, podem ser alvo de ataques. Também alertou outros países, dizendo que “é algo perigoso para qualquer país fazer”.
No discurso, Trump criticou o ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama, relacionando sua gestão ao avanço do programa de enriquecimento de urânio no Irã. Sobre o uso do elemento químico para fins energéticos, afirmou que o país “tem muito petróleo” e questionou a necessidade da iniciativa, dizendo estar “pressionando” o tema.
Mas ele voltou a destacar a questão nuclear é a mais importante para ele, e reforçou que o objetivo central do entendimento é impedir o desenvolvimento de armas nucleares, mencionando que a abertura do Estreito de Ormuz “é muito menos importante.
Sobre a proposta iraniana de US$ 300 bilhões para reconstrução do país, Trump afirmou que isso só ocorreria se “eles fizerem a coisa certa”.
Ele acrescentou que a abertura do Estreito de Ormuz “é muito menos importante” do que a questão nuclear e reforçou que o objetivo central do entendimento é impedir o desenvolvimento de armas nucleares.
Ele também mencionou divergências com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e apontou o Líbano como um dos pontos mais sensíveis na região, afirmando que ainda há questões a serem resolvidas. Trump criticou a atuação de Israel em relação ao Hezbollah, dizendo: “Eu não acho que eles estão fazendo certo”.
Ao ser questionado sobre o Brasil, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump afirmou ter conversado bastante com o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e classificou o país como “politicamente perigoso”.
Ele afirmou que, na política, o Brasil “joga duro”, acrescentando que “ninguém joga mais duro que os Estados Unidos”.
Trump afirmou que conversou com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, sobre o conflito.
Ao tratar da China, disse que autorizou a construção de usinas de energia no país e elogiou o nível educacional da população chinesa. Também agradeceu à China e à Rússia por manterem neutralidade no conflito envolvendo o Irã.
Trump afirmou que, pela primeira vez, o G7 discutiu imigração ilegal e tráfico de drogas, destacando o México como um dos principais pontos do problema. Disse ainda que o país “perdeu o controle” e chamou a presidente Claudia Sheinbaum de “uma mulher muito assustada”.
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Seguir no GoogleSobre o combate ao tráfico, afirmou que houve uma redução de até 97% após suas ações contra supostos barcos de tráfico de drogas no Caribe e no Pacífico.
Ele também mencionou conversas com líderes internacionais, citando o presidente da França, Emmanuel Macron, e o emir do Catar, xeique Tamim bin Hamad Al Thani, além de um jantar no Palácio de Versalhes com Macron e sua esposa.
Por fim, afirmou que um dos temas do encontro foi o aumento de investimentos no setor privado entre os países do bloco.
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