O bitcoin registrou valorização nesta terça-feira (16), com investidores de olho na decisão de política monetária do Federal Reserve.
A expectativa de um possível corte nos juros anima quem gosta de ativos de risco.
Ao mesmo tempo, o mercado acompanha os desdobramentos das negociações comerciais entre americanos e chineses.
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Bitcoin e principais criptomoedas
O bitcoin registrou valorização nesta terça-feira (16), com investidores de olho na decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, que acontece na quarta-feira (17). A expectativa de um possível corte nos juros anima quem gosta de ativos de risco.
Ao mesmo tempo, o mercado acompanha os desdobramentos das negociações comerciais entre americanos e chineses.
Perto das 16h (horário de Brasília), o bitcoin subia 0,99%, cotado a US$ 116.477,54 (cerca de R$ 616.926,85, na cotação atual), enquanto o ethereum recuava 0,52%, sendo negociado a US$ 4.480,26 (R$ 23.720,13), segundo dados da Binance.
Expectativas para a decisão do Fed e impacto no mercado de criptomoedas
A expectativa é que o Federal Reserve (Fed) retome nesta quarta-feira (17) o ciclo de corte de juros, com novas reduções pela frente. “Os investidores estão de olho nos fluxos dos fundos negociados em bolsa, e os sinais macroeconômicos e do Fed ainda são os principais fatores que mexem com o preço das criptos neste momento”, afirmaram analistas do Saxo Bank.
Entre os fatores macroeconômicos citados estão o anúncio de um acordo para a venda da operação do TikTok nos EUA para uma empresa americana, além de avanços nas conversas comerciais entre Estados Unidos e China.
Também está previsto que americanos e britânicos anunciem uma cooperação mais próxima em ativos digitais, como criptomoedas. O tema foi debatido com empresas como Coinbase, Ripple, Citi, Bank of America (BofA) e Barclays.
O Bank of America destacou que o sistema monetário global passa por mudanças significativas, com as criptomoedas já representando quase 10% da base monetária M1 nos EUA, Europa e China. O banco ressalta os esforços para consolidar o dólar como “âncora global” através das stablecoins, mas faz um alerta sobre as incertezas dos impactos dessa transição nos mercados e na política monetária — em um cenário que ainda favorece o ouro.
Uma pesquisa realizada neste mês pelo Bank of America (BofA) com gestores globais de fundos revelou que 67% dos investidores ainda não têm exposição a criptomoedas, e que a alocação média no setor é de apenas 0,4%. Apenas 8% afirmaram já fazer uma alocação estrutural, enquanto 84% continuam de fora desse mercado.
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