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Disney supera estimativas de lucro com impulso de parques e streaming

Publicado 05/08/2026 • 11:15 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • A Disney superou com folga as estimativas de lucro no terceiro trimestre fiscal, embora a receita tenha ficado ligeiramente abaixo das expectativas do mercado.
  • A divisão de experiências, que inclui parques temáticos e cruzeiros, registrou crescimento de 10% na receita em relação ao mesmo período do ano passado.
  • O desempenho da unidade de streaming foi impulsionado pelo aumento do número de assinantes, reajustes de preços e maior receita com publicidade.

Foto: reprodução Disney Wolrd

A Disney divulgou resultados mistos para o terceiro trimestre fiscal, superando com ampla margem as expectativas de lucro de Wall Street.

A Disney divulgou nesta quarta-feira resultados mistos para o terceiro trimestre fiscal, superando com ampla margem as expectativas de lucro de Wall Street, mas registrando receita ligeiramente abaixo das projeções dos analistas.

O desempenho da companhia voltou a ser sustentado pelas divisões de parques temáticos e de streaming.

A receita do segmento de experiências, que engloba parques temáticos e cruzeiros ao redor do mundo, cresceu 10% na comparação anual, para US$ 9,97 bilhões. O resultado foi alcançado mesmo em um cenário de incerteza macroeconômica que tem afetado o consumo e pressionado concorrentes do setor.

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“Nos Estados Unidos, estamos indo extremamente bem neste momento”, afirmou o diretor financeiro da empresa, Hugh Johnston, à CNBC. Segundo ele, a frequência aos parques americanos aumentou 3%, enquanto o gasto médio por visitante avançou 4%.

Johnston também destacou a “forte presença de público” no Walt Disney World, em Orlando, na Flórida.

“Esses números são um pouco diferentes do que vimos com nosso concorrente na região, assim como dos dados de fluxo de passageiros registrados no Aeroporto Internacional de Orlando”, acrescentou.

No mês passado, a NBCUniversal, da Comcast, informou que seus parques em Orlando registraram queda no número de visitantes durante o trimestre fiscal. Executivos da companhia atribuíram o desempenho mais fraco ao enfraquecimento da confiança dos consumidores e ao aumento dos custos de viagem.

Além disso, os impactos do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, bem como a alta dos preços do petróleo, também têm pressionado os gastos dos consumidores.

Streaming continua em expansão

A divisão de streaming da Disney, formada principalmente pelo Disney+ e pelo Hulu, voltou a apresentar crescimento.

A receita do segmento aumentou 11%, para US$ 5,53 bilhões, impulsionada pelo aumento da base de assinantes, reajustes nos preços dos serviços e maior faturamento com publicidade.

No total, a divisão de entretenimento — que reúne streaming, televisão tradicional e lançamentos nos cinemas — registrou receita de US$ 11,35 bilhões, alta de 6% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A empresa destacou ainda o sucesso de “Toy Story 5”, que ultrapassou US$ 1 bilhão em arrecadação nas bilheterias mundiais.

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A Disney deixou de divulgar alguns indicadores financeiros desse segmento, como a divisão entre receitas e lucro operacional dos canais de TV linear, e também não informa mais o número trimestral de assinantes de seus serviços de streaming.

Resultados do trimestre

Confira os números da Disney no terceiro trimestre fiscal, encerrado em 27 de junho, em comparação com as estimativas da LSEG:

  • Lucro ajustado por ação: US$ 2,06, ante expectativa de US$ 1,86.
  • Receita: US$ 25,25 bilhões, abaixo da projeção de US$ 25,40 bilhões.

A receita total da companhia cresceu 7% na comparação anual, alcançando US$ 25,25 bilhões.

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O lucro líquido foi de US$ 2,64 bilhões, ou US$ 1,51 por ação, abaixo dos US$ 5,26 bilhões, ou US$ 2,92 por ação, registrados no mesmo período do ano anterior.

A comparação é afetada por ganhos extraordinários contabilizados no terceiro trimestre fiscal de 2025, relacionados principalmente aos benefícios fiscais obtidos com a aquisição da participação da Comcast no Hulu.

Excluindo itens não recorrentes, como custos de reestruturação, a Disney registrou lucro ajustado de US$ 2,06 por ação, acima dos US$ 1,61 registrados no mesmo trimestre do ano anterior.

As ações da companhia subiam cerca de 3% nas primeiras negociações desta quarta-feira.

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ESPN impulsiona divisão esportiva

A receita da divisão esportiva, composta principalmente pela ESPN, cresceu 4%, para US$ 4,5 bilhões, impulsionada pelo aumento das receitas com assinaturas, taxas pagas por distribuidoras e publicidade.

Há cerca de um ano, a ESPN lançou seu próprio serviço de streaming voltado diretamente ao consumidor.

Embora os direitos de transmissão esportiva tenham se tornado um custo crescente para empresas de mídia, a Disney destacou o forte aumento da audiência das finais da NBA e da NHL, tanto na rede aberta ABC quanto no canal esportivo ESPN.

“As finais da NBA e da NHL foram extremamente fortes, com crescimento superior a 100% na audiência”, afirmou Johnston. “A última vez que vimos números desse tipo foi há cerca de 25 ou 30 anos.”

Estratégia de crescimento

Este é o segundo balanço divulgado sob a gestão do CEO Josh D’Amaro, que assumiu o comando da Disney após a saída de Bob Iger.

No trimestre anterior, D’Amaro apresentou sua estratégia de crescimento, baseada principalmente no fortalecimento das propriedades intelectuais da empresa para impulsionar tanto os parques temáticos quanto a produção de entretenimento.

A Disney informou ainda que recebeu aproximadamente US$ 100 milhões em reembolsos de tarifas de importação relacionadas às medidas comerciais implementadas pelo governo de Donald Trump e posteriormente revertidas.

A companhia também elevou sua meta de recompra de ações para o ano fiscal de 2026, passando de US$ 8 bilhões para pelo menos US$ 9 bilhões. O aumento foi viabilizado pela venda de sua participação de 50% na A+E Global Media para a Hearst, operação que gerou cerca de US$ 1,2 bilhão em caixa.

Além disso, a partir do primeiro trimestre do ano fiscal de 2027, a Disney pretende transferir grande parte de seu negócio de produtos de consumo da divisão de Experiências para a unidade de Entretenimento.

Segundo a empresa, a mudança trará “benefícios estratégicos e operacionais” ao aproximar os estúdios responsáveis pela criação das propriedades intelectuais das operações que comercializam produtos licenciados.

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Também nesta quarta-feira, a Disney anunciou um acordo global com o TikTok para levar à plataforma “uma ampla coleção de conteúdos produzidos por fãs e cuidadosamente selecionados com foco no universo Disney”.

A iniciativa faz parte da estratégia da companhia para ampliar o alcance de seus serviços de streaming, especialmente entre os consumidores mais jovens, que passam cada vez mais tempo em plataformas como YouTube e TikTok.

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