A entrada de gigantes como BlackRock e Vanguard é inevitável, já que o mercado cripto supera US$ 3 trilhões e movimenta mais de US$ 150 bilhões por dia
Cosmo Jiang (Pantera Capital) projeta que a recuperação do mercado, após a eliminação de mais de US$ 20 bilhões em posições, deve ocorrer entre o fim de janeiro e o fim de fevereiro de 2026
O CEO da Strategy afirmou que 2026 deve marcar a consolidação dos grandes bancos no setor com custódia e crédito lastreado em BTC
O novo episódio do Cripto Brasil reúne três análises que ajudam a entender o momento atual do mercado: a trajetória de Yara Tamires no Bitcoin e sua defesa da tokenização, a leitura de Cosmo Jiang sobre a fase de digestão, após a maior liquidação recente e as projeções do CEO da Strategy para a entrada definitiva dos grandes bancos no universo cripto até 2026.
O programa abre com Yara Tamires, influenciadora e educadora financeira que investe em cripto desde 2017. Ela relata que entrou no mercado durante a forte alta do Bitcoin, comprando sua primeira unidade a R$ 54 mil antes de uma queda abrupta para R$ 15 mil. A perda foi o ponto de virada que a levou a estudar blockchain, moeda fiduciária e a estrutura da criptoeconomia, consolidando seu interesse após participar do Block Show Asia em 2018.
Yara afirma que a entrada de gigantes como BlackRock e Vanguard sempre foi inevitável, dado que o mercado já supera US$ 3 trilhões e movimenta mais de US$ 150 bilhões por dia. Defende que a tokenização será um dos motores do setor e reforça que volatilidade é parte natural do ciclo do Bitcoin. Para iniciantes, recomenda estudo e disciplina. Apresenta ainda sua metodologia de quatro pilares — novas fontes de renda, investimentos diversificados, otimização tributária e blindagem patrimonial — como caminho para se tornar financeiramente resiliente.
Pantera Capital e o período de digestão pós-liquidação
No segundo bloco, Cosmo Jiang, sócio-gerente da Pantera Capital, explica que o mercado vive uma fase de “digestão” após a maior liquidação já registrada no setor, que eliminou mais de US$ 20 bilhões em posições desde 10 de outubro. Após eventos assim, investidores tendem a reavaliar riscos e buscar contrapartes mais sólidas, o que justifica a lateralização recente.
Ele projeta que a retomada deve ocorrer entre o fim de janeiro e o fim de fevereiro de 2026, seguindo padrões vistos em ciclos anteriores. Jiang também destaca o crescimento das stablecoins como catalisador estrutural, impulsionado por transações rápidas, baixo custo e adoção por empresas como Stripe, PayPal e Western Union. Para 2025, ele prevê continuidade da consolidação, mas com bases sólidas para um novo ciclo de alta.
CEO da Strategy e a entrada dos bancos no universo cripto
O último bloco traz declarações do CEO da Strategy, pioneira em tesouraria de Bitcoin, que afirma que 2026 deve marcar a consolidação da entrada dos grandes bancos no mercado cripto, especialmente em custódia, negociação e crédito lastreado em BTC. A Strategy, que antes apenas acumulava Bitcoin, tornou-se a maior emissora de crédito digital do mundo, acompanhando o movimento de empresas como Strive e Metaplanet.
O executivo defende que o Bitcoin se consolida como ativo de longo prazo, competindo com ouro, imóveis e ações, funcionando como reserva de valor para grandes patrimônios. Ele separa o papel das stablecoins, que considera uma camada própria da criptoeconomia, capaz de fortalecer o dólar ao permitir seu uso global sem sistemas bancários locais. Empresas que operarem infraestrutura de dólares digitais devem liderar o setor nos próximos anos.
O Cripto Brasil vai ao ar toda quarta-feira, às 22h30, no Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Não perca os próximos episódios para acompanhar as transformações do universo cripto.
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