A Mova lançou oficialmente um aplicativo que transforma dados reais de deslocamento em informações auditáveis na blockchain, com foco em compliance ESG, inteligência de mobilidade e créditos de carbono. Para explicar o funcionamento do protocolo e a estratégia de crescimento da empresa, o programa Cripto Brasil conversou com Antônio Farias, CPO da Mova.
“Nós estamos lançando o aplicativo, saindo da fase beta e indo para a produção. A Mova é um protocolo de infraestrutura de dados que transforma deslocamentos reais em dados auditáveis na blockchain”, disse Farias, ao explicar que a tecnologia valida se o trajeto é humano, consistente e utilizável para fins ambientais e regulatórios.
Segundo ele, esses dados podem ser aplicados tanto em relatórios de compliance ESG quanto na geração de créditos de carbono mais confiáveis, resolvendo um dos principais gargalos do setor: a baixa qualidade da informação de origem.
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“O mercado de carbono sofreu muito com estimativas e fraudes. Tokenizar dados sem metodologia não garante que aquele crédito realmente compense emissões”, afirmou o executivo. Ele destacou que novas exigências regulatórias na Europa e no Brasil pressionam empresas a adotarem auditorias mais rigorosas, especialmente no escopo 3 das emissões.
Farias explicou que a Mova atua exatamente nesse ponto, utilizando telemetria captada por smartphones para validar trajetos. A partir de dados como velocidade média, aceleração e frenagem, o protocolo identifica se o usuário estava, de fato, em um veículo, criando uma base mais robusta para o cálculo de emissões.
“Cada smartphone funciona como um nó da rede. Com regras antifraude e dados congruentes, conseguimos emitir créditos de carbono confiáveis”, disse. Segundo ele, quanto maior a base de usuários e empresas participantes, mais sofisticados se tornam os mecanismos de validação.
Na fase beta, o aplicativo contou com cerca de 1.300 usuários em pouco mais de um mês, com 93% dos quilômetros captados considerados válidos. Os demais 7% apresentaram baixa telemetria, principalmente por poucos pontos de GPS durante os trajetos.
“O uso médio foi de 25 quilômetros por trajeto, com velocidade média de 30 km/h, o que mostra uma utilização real no perímetro urbano”, explicou Farias, destacando a aderência do produto ao cotidiano dos usuários.
Sobre a estratégia de crescimento, o executivo afirmou que a empresa iniciou com foco em B2C para ganhar escala e aperfeiçoar o modelo, mas já avança em parcerias B2B.
“Começamos pelo B2C para criar base de dados e confiabilidade. Agora estamos estruturando parcerias com empresas de auditoria de carbono, eletropostos e frotas, para levar a solução ao ambiente corporativo”, afirmou.
Segundo ele, a combinação entre usuários finais e empresas é essencial para compreender as necessidades reais do mercado e expandir o protocolo de forma sustentável.
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