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EXCLUSIVO CNBC: CEO da Strategy vê cripto sob incerteza e admite venda de Bitcoin
Publicado 10/06/2026 • 19:04 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 10/06/2026 • 19:04 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Phong Le, CEO da Strategy, maior detentora corporativa de Bitcoin do mundo, afirmou que o setor de criptomoedas vive um momento de incerteza diante do ambiente macroeconômico, político e regulatório.
Em entrevista exclusiva à CNBC, o executivo disse que a companhia segue como compradora líquida de Bitcoin e comprou cerca de 1.500 unidades do ativo até agora no mês. Ao mesmo tempo, afirmou que a empresa quer deixar claro ao mercado que está disposta a vender a moeda digital quando necessário.
“Somos compradores líquidos de Bitcoin”, disse Le. “Achamos bom preparar o mercado para entender que estamos dispostos a vender Bitcoin quando necessário. Não precisamos, mas é importante fazer isso.”
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O CEO afirmou que a Strategy não precisa vender Bitcoin para pagar dividendos, já que utiliza outras formas de captação de recursos. Segundo ele, uma eventual venda também ajuda a empresa a testar processos operacionais e registrar perdas fiscais no balanço.
“É bem mais fácil processar a compra de Bitcoin do que a venda. Queremos garantir que tudo funcione”, afirmou.
Le reconheceu a frustração de investidores diante da possibilidade de venda, já que a empresa havia sinalizado historicamente uma postura de manutenção do ativo no balanço.
Segundo ele, a companhia precisa prestar contas a diferentes grupos, incluindo acionistas ordinários, acionistas preferenciais, credores e detentores de Bitcoin.
“Para quem possui Bitcoin, somos os maiores detentores de Bitcoin do mundo. Somos os maiores compradores de Bitcoin do mundo e continuaremos sendo”, disse.
Le também afirmou que o Bitcoin ainda parece seguir ciclos de quatro anos relacionados ao halving, embora tenha ponderado que não sabe se esse padrão continuará.
Ele citou a queda de 2022, quando o Bitcoin recuou de US$ 66 mil para US$ 16 mil, uma desvalorização de cerca de 75%.
“É interessante, e talvez não seja uma coincidência, que há quatro anos ocorreu a última grande desvalorização do Bitcoin”, afirmou. “E aqui estamos potencialmente diante da próxima queda no Bitcoin, que levaria então a um aumento.”
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Além dos ciclos próprios do Bitcoin, o executivo disse que o mercado cripto é afetado por fatores macroeconômicos mais amplos.
Entre os principais pontos de incerteza, ele citou a inflação, o rumo dos juros pelo Federal Reserve, guerras em andamento e a falta de clareza sobre a regulação das criptomoedas.
“Temos muita volatilidade no mercado agora. Temos um ambiente inflacionário incerto. E o que o novo Fed vai fazer com as taxas de juros? Mantê-las estáveis, aumentar ou diminuir?”, afirmou.
Segundo ele, esses fatores têm afetado o preço do Bitcoin e também outros ativos.
“Acredito que esses sejam os três cenários macroeconômicos que estão afetando o preço do Bitcoin e impactando todos os ativos de forma geral”, disse.
Apesar da volatilidade de curto prazo, o CEO da Strategy afirmou manter visão positiva para o Bitcoin no longo prazo.
Para ele, o ativo funciona como proteção contra inflação e contra governos excessivamente intervencionistas.
“Acredito que o Bitcoin seja uma proteção contra a inflação. Acredito que o Bitcoin seja uma proteção contra um governo excessivamente intervencionista”, afirmou.
Segundo Le, essa percepção segue sendo o principal motivo para investidores manterem exposição ao ativo.
“As pessoas percebem isso, e é por isso que elas investiram em Bitcoin. E isso não vai mudar”, disse.
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