O avanço das regras para o mercado de criptoativos no Brasil deve provocar uma consolidação significativa no setor, afirmou Raymond Nasser, head para a América Latina da Blockfills, durante participação no programa Cripto Brasil.
Segundo ele, as novas normas divulgadas pelo Banco Central em novembro “restringem bastante os participantes”, ao elevar o nível de capital e de exigências de compliance para quem deseja atuar no País.
O avanço das regras para o mercado de criptoativos no Brasil deve provocar uma consolidação significativa no setor, afirmou Raymond Nasser, head para a América Latina da Blockfills, durante participação no programa Cripto Brasil. Segundo ele, as novas normas divulgadas pelo Banco Central em novembro “restringem bastante os participantes”, ao elevar o nível de capital e de exigências de compliance para quem deseja atuar no País.
A Blockfills, que opera como provedora de liquidez institucional, oferece tecnologia, negociação de criptomoedas, derivativos, empréstimos colateralizados e não colateralizados, atendendo clientes de alta renda e grande volume de operações.
“A gente provê liquidez, que é basicamente vender e comprar cripto nas maiores exchanges do mundo, na maioria das moedas”, afirmou. A empresa é regulada nos países em que opera e está presente em mais de cinco mercados.
Nasser, que iniciou sua trajetória em cripto há quase 12 anos por meio da mineração, destacou que o mercado passou por transformações profundas desde então. “No começo era uma incógnita. A mineração gerava de 4% a 7% ao mês em Bitcoin, e você podia dolarizar esse montante a qualquer hora”, disse.
Sobre as novas regras do BC, o executivo afirmou que o marco regulatório eleva o padrão de exigência para as chamadas PSAVs. “Você precisa ser um participante capitalizado. Estamos falando de pelo menos R$ 8 milhões, chegando a até R$ 37 milhões de capital”, explicou.
Na visão de Nasser, a regulação tende a favorecer empresas estruturadas e colocar limites à atuação de players menores. “Muita empresa que está no mercado e não está necessariamente preparada deve começar a operar como agente autônomo junto às empresas já reguladas”, disse.
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