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DECISÃO 2026: Campanha de Flávio Bolsonaro diz que Janones apagou 499 conteúdos de canal pró-Lula no WhatsApp
Publicado 13/10/2026 • 10:03 | Atualizado há 5 horas
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Publicado 13/10/2026 • 10:03 | Atualizado há 5 horas
KEY POINTS
(Print reproduzido pelo Poder360; conteúdo apontado como sem respaldo factual em decisões citadas pelo TSE)
A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) afirma que o deputado André Janones (Rede-MG) apagou 499 conteúdos do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, o que teria impedido o TSE de identificar mensagens apontadas como desinformação. O canal reúne milhões de seguidores e apoia a reeleição do presidente Lula (PT).
Segundo a campanha de Flávio, as exclusões explicariam por que a área técnica do Tribunal Superior Eleitoral não identificou as possíveis publicações falsas que motivaram o pedido de suspensão do canal. A equipe do senador reuniu o levantamento em um relatório.
O “Exército do Lula” foi criado por Janones para distribuir mensagens favoráveis ao presidente e contrárias a Flávio. Os dois candidatos disputam o segundo turno da eleição presidencial.
Entre os conteúdos que teriam sido excluídos, segundo a campanha, estavam imputações de crimes ao ministro do TSE André Mendonça e afirmações de que Flávio, se eleito, reduziria aposentadorias e extinguiria benefícios sociais, como o BPC (Benefício de Prestação Continuada).
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De acordo com a campanha, o deputado enviava “missões” aos seguidores do canal, orientando-os a compartilhar publicações. As mensagens, segundo a ação apresentada pelo senador, difundiam “conteúdos desinformativos e ofensivos”.
Já as mensagens reproduzidas no levantamento mostram como o deputado operava o canal. Primeiro, publicava uma notícia. Depois, orientava os inscritos a compartilhá-la com seus contatos no WhatsApp e em outras redes. Por fim, apagava a mensagem original do “Exército do Lula”.
“Sempre que vocês cumprirem uma missão curta, como essa, eu vou deletar para não poluir aqui, ok?”, escreveu Janones em 11 de outubro.
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Siga o Times | CNBCNa segunda-feira (12), a Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do TSE informou não ter encontrado, nas publicações examinadas no canal, conteúdos falsos que justificassem a suspensão.
A campanha de Flávio, porém, alega que os conteúdos alvos da controvérsia foram apagados por Janones.
Na quarta-feira (7), a defesa de Flávio apresentou ao ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, corregedor-geral da Justiça Eleitoral, uma Aije (ação de investigação judicial eleitoral) contra Janones, Lula e Geraldo Alckmin (PSB), candidato a vice-presidente. A ação acusa os investigados de abuso de poder político e econômico e de uso indevido dos meios de comunicação em benefício da chapa governista. Flávio também pediu a suspensão do canal.
No sábado (10), Cueva recebeu a ação e determinou que Janones, Lula e Alckmin se manifestassem. O ministro também deu prazo para que Flávio esclarecesse se havia apresentado pedidos semelhantes em outros processos e quais decisões haviam sido tomadas, além de individualizar as irregularidades atribuídas às publicações que pretendia remover.
Ainda no sábado, Flávio apresentou à Presidência do TSE, sob a gestão do ministro Kassio Nunes Marques, um pedido urgente de providências administrativas contra a Meta, responsável pelo WhatsApp, e contra Janones. A campanha alegou que o canal era usado para disseminar desinformação sobre o senador e que as diretrizes de conformidade da plataforma não estavam sendo cumpridas.
No domingo (11), Nunes Marques determinou que a Meta suspendesse o canal. Segundo o ministro, a medida buscava interromper o uso de uma estrutura de transmissão a milhões de pessoas, sob comando único, para replicar conteúdos que o TSE já havia reconhecido como inverídicos.
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