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EXCLUSIVO CNBC: Cervejas sem álcool e Copa do Mundo impulsionaram resultados da AB InBev, diz CEO

Publicado 30/07/2026 • 19:00 | Atualizado há 55 minutos

KEY POINTS

  • Michel Doukeris afirma que primeiro semestre foi impulsionado pelo aumento de volumes, da rentabilidade e do fluxo de caixa.
  • Em entrevista ao Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC, executivo destacou o avanço das cervejas sem álcool e o impacto positivo do patrocínio da Copa do Mundo.
  • CEO também atribuiu a desaceleração na China ao enfraquecimento da economia e à queda da atividade nos bares e restaurantes do país.

O crescimento das cervejas sem álcool, aliado ao impulso gerado pelo patrocínio da Copa do Mundo, ajudou a AB InBev a registrar um primeiro semestre sólido em 2026, segundo o CEO da companhia, Michel Doukeris. Em entrevista à CNBC, o executivo afirmou que a empresa manteve expansão de volume, receita e lucratividade nos dois primeiros trimestres do ano.

“O ano tem sido muito bom até agora. Tivemos crescimento de volume no primeiro trimestre e crescemos o volume no segundo trimestre. Foi um trimestre muito forte para nós. Superamos o mercado em 5,6 pontos, aumentamos a receita, o lucro por ação cresceu 23% e tivemos um forte fluxo de caixa. Foi um bom primeiro semestre e, com certeza, a FIFA foi um impulso”, afirmou.

Apesar dos resultados, as ações da companhia recuaram 2,3% após a divulgação do balanço. Doukeris disse que ainda é cedo para interpretar a reação do mercado.

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“Nosso desempenho no ano continua muito positivo, com mais de 30% de valorização das ações. Precisamos conversar com os analistas e entender o que os investidores estão procurando”, disse.

China pesa sobre desempenho

O CEO reconheceu que a operação chinesa continua enfrentando dificuldades, após as vendas de cerveja da empresa caírem 9% no trimestre.

Segundo ele, a maior exposição da AB InBev à costa leste da China e aos canais de bares e restaurantes explica parte desse desempenho.

“Nossas operações estão muito concentradas na costa leste e no canal de bares e restaurantes, que continua fraco. Por isso, estamos redirecionando o negócio para o varejo”, explicou.

Doukeris afirmou que a desaceleração da economia chinesa está mais intensa do que o esperado. “O primeiro trimestre foi um pouco melhor. O segundo está sendo mais lento. Acho que isso também está relacionado aos preços do gás e do petróleo”, afirmou.

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Recuperação após fusão e pandemia

Ao comentar a trajetória das ações da empresa desde antes da pandemia, Doukeris atribuiu a forte queda registrada nos últimos anos ao processo de integração após a aquisição da SABMiller, em 2016.

“Tivemos uma fusão de mais de US$ 100 bilhões (R$ 509 bilhões). Depois veio todo o processo de integração e, em seguida, a pandemia de Covid-19. Desde então, estamos recuperando o desempenho.”

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Segundo ele, os fundamentos da companhia continuam sólidos, independentemente da volatilidade observada no mercado após a divulgação dos resultados trimestrais.

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Sem álcool ganha espaço

Doukeris destacou que a estratégia da companhia é oferecer um portfólio diversificado para acompanhar as mudanças no comportamento do consumidor.

Segundo ele, o segmento de cervejas sem álcool continua sendo um dos principais motores de crescimento da empresa. “A cerveja sem álcool cresce 27% globalmente. A Michelob Ultra continua sendo a cerveja que mais cresce nos Estados Unidos, enquanto nossa marca sem álcool registra crescimento de três dígitos.”

O executivo afirmou que o crescimento da categoria não se limita aos consumidores mais jovens. “É um movimento de todas as faixas etárias. A tecnologia melhorou muito o sabor da cerveja sem álcool e as pessoas passaram a consumi-la em mais ocasiões, como durante a semana e antes de voltarem para casa. Cerca de 60% desse crescimento vem de novos momentos de consumo.”

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Portfólio diversificado

Além das cervejas tradicionais e sem álcool, Doukeris ressaltou que a companhia também vem ampliando sua presença no mercado de bebidas prontas para consumo.

Segundo ele, o coquetel Cutwater é atualmente a marca de destilados prontos para beber que mais cresce nos Estados Unidos.

“O nosso portfólio é bastante flexível. Temos cervejas premium, marcas voltadas ao segmento de valor, bebidas prontas para beber e cervejas sem álcool. Isso nos permite acompanhar as mudanças nas preferências dos consumidores.”

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O executivo também destacou os ganhos obtidos com o patrocínio da Copa do Mundo, especialmente para a marca Michelob Ultra.

“Estivemos muito presentes junto aos consumidores durante o torneio. A Michelob Ultra segue como uma das marcas mais fortes dos Estados Unidos e também lidera o crescimento no segmento de cervejas sem álcool.”

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