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ABPA vê acordo Mercosul–UE como avanço para proteínas animais, com impacto gradual e previsível
Publicado 12/01/2026 • 13:43 | Atualizado há 9 meses
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Publicado 12/01/2026 • 13:43 | Atualizado há 9 meses
KEY POINTS
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) avaliou como um avanço relevante a concretização do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia (UE), destacando o ganho de previsibilidade comercial e o fortalecimento das relações entre os blocos para o setor de proteínas animais.
Segundo a entidade, o tratado é resultado de um processo de longo prazo e elevada complexidade técnica, com impactos graduais e bem delimitados para as cadeias de carne de frango, carne suína e ovos.
No caso da carne de frango, a ABPA ressalta que o acordo não altera o sistema de cotas atualmente em vigor entre Brasil e União Europeia.
A principal novidade é a criação de um novo contingente tarifário adicional, no âmbito do Mercosul, de 180 mil toneladas anuais isentas de tarifa, a ser compartilhado entre os países do bloco.
A implementação ocorrerá de forma gradual, em seis etapas anuais iguais, até o sexto ano de vigência, quando o volume passa a se repetir anualmente.
Para a carne suína, o acordo estabelece, pela primeira vez, um contingente tarifário preferencial específico para o Mercosul, inexistente até então para o Brasil.
A cota final prevista é de 25 mil toneladas anuais, com tarifa intra-cota de 83 euros por tonelada, considerada substancialmente inferior à tarifa aplicada fora da cota. Assim como no frango, a implantação será gradual ao longo de seis anos.
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Siga o Times | CNBCA ABPA pondera, no entanto, que o uso efetivo dessa cota dependerá da conclusão dos trâmites sanitários junto à UE, incluindo a aprovação do Certificado Sanitário Internacional.
No segmento de ovos, o acordo cria contingentes tarifários específicos, também no âmbito do Mercosul e isentos de tarifa intra-cota: 3 mil toneladas anuais para ovos processados e 3 mil toneladas anuais para albuminas.
Para a entidade, trata-se de uma oportunidade concreta para ampliar exportações de produtos com maior valor agregado, diversificando a pauta exportadora brasileira.
A ABPA destaca que as cotas não são exclusivas do Brasil, mas sim do Mercosul, o que exigirá coordenação entre os países do bloco para definir critérios de alocação.
Os impactos econômicos positivos, segundo a entidade, serão progressivos, condicionados:
Na avaliação da associação, o acordo reforça o posicionamento do Brasil como fornecedor confiável de proteínas animais, em complementaridade à produção europeia, desde que a implementação seja técnica, previsível e transparente, alinhada aos princípios do comércio internacional, da segurança alimentar, da sanidade e da sustentabilidade.
(*Com informações do Estadão Conteúdo)
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