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Por que as ações da Azul caíram 90%? Entenda o que está acontecendo com a companhia aérea
Publicado 09/01/2026 • 10:22 | Atualizado há 10 meses
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Publicado 09/01/2026 • 10:22 | Atualizado há 10 meses
KEY POINTS
As ações da Azul Linhas Aéreas protagonizaram uma das maiores quedas da B3, na última quinta-feira (08). O movimento chamou atenção dos investidores após as ações da companhia despencarem em 90%.
A enorme queda das ações da companhia área está relacionada com os movimentos do plano de recuperação judicial que incluiu um aumento bilionário de capital e diluição expressiva após a emissão de mais de 1 trilhão de novas ações.
Ou seja, após o movimento, cada ação passou a representar uma parte menor, reduzindo seu valor de mercado.
Leia mais: Azul despenca mais de 90% e domina pregão volátil do Ibovespa B3
A companhia aérea brasileira enfrentou um processo de recuperação judicial nos Estados Unidos, onde busca reorganizar as dívidas e reforçar a liquidez. Como parte do plano de recuperação, as dívidas da Azul foram transformadas em ações, ou seja, os credores da empresa deixa de receber juros para se tornarem “sócios” da companhia.
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Siga o Times | CNBCApesar do movimento manter os papeis da companhia entre os mais negociados, o plano adotado pela empresa teve um efeito colateral grave nas ações da Azul na B3. A queda de 90% se dá pelo alto número de novas ações aplicadas, o que reduz o valor de mercado.
Os primeiros movimentos de reorganização da Azul Linhas Aéreas iniciaram em maio de 2025, quando a empresa entrou com pedido de recuperação judicial sob o Chapter 11, na lei americana. Conforme a Reuters, o mecanismo de reestruturação previsto na legislação dos Estados Unidos é usado como parte de um esforço para reorganizar dívidas, alongar compromissos financeiros e reforçar sua estrutura de capital.
Esse procedimento é tradicional em companhias aéreas que desejam preservas serviços essenciais enquanto renegociam obrigações com os seus credores. Inicialmente o plano da Azul buscava reduzir as dívidas da empresa, que chegou a R$ 34,6 bilhões.
Leia mais: Oferta da Azul: empresa busca R$ 7,4 bilhões com emissão de novos papéis
Além disso, os planos da empresa brasileira também previam a modernização e racionalização da frota e garantir sustentabilidade ao longo dos anos, preservando emprego e proteção de clientes. O plano da Azul Linhas Aéreas (após o Chapter 11) para encerrar a recuperação judicial foi aprovado pela justiça americana em dezembro de 2025, com a expectativa de reduzir US$ 2 bilhões (cerca de R$ 10,7 bilhões).
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