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Ações da Oracle despencam 11% após aumento de captação e preocupações com caixa
Publicado 11/06/2026 • 15:55 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 11/06/2026 • 15:55 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
As ações da Oracle caíram 11% nesta quinta-feira e caminhavam para registrar seu pior desempenho desde janeiro de 2025, depois que a fabricante de software informou aos investidores que pretende realizar uma nova captação de capital de US$ 20 bilhões (R$ 102,8 bilhões), além de divulgar um fluxo de caixa livre negativo no último ano fiscal.
Com a queda desta quinta-feira, os papéis da companhia passaram a acumular perda de aproximadamente 8% no ano, desempenho inferior ao do Nasdaq, que avança cerca de 9% no mesmo período.
No quarto trimestre fiscal, a Oracle apresentou receita e lucro acima das estimativas dos analistas. A receita cresceu 21%, para US$ 19,18 bilhões (R$ 98,6 bilhões), superando a projeção média de US$ 19,1 bilhões (R$ 98,2 bilhões), segundo a LSEG.
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O lucro ajustado por ação ficou em US$ 2,03 (R$ 10,43), acima da expectativa média de US$ 1,96 (R$ 10,07).
Apesar dos números positivos, o avanço dos investimentos em inteligência artificial continua pressionando os papéis da empresa. Investidores questionam se o elevado volume de gastos será capaz de gerar crescimento sustentável dos lucros, especialmente após o fluxo de caixa livre registrar resultado negativo de US$ 23,7 bilhões (R$ 121,8 bilhões) no último ano fiscal.
A Oracle informou que pretende levantar US$ 40 bilhões (R$ 205,6 bilhões) por meio de financiamento via dívida e emissão de ações, incluindo uma oferta de US$ 20 bilhões (R$ 102,8 bilhões) já anunciada anteriormente.
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O anúncio ocorre após a companhia ter captado US$ 43 bilhões (R$ 221 bilhões) em dívida e US$ 5 bilhões (R$ 25,7 bilhões) em capital próprio no exercício fiscal de 2026.
Os gastos de capital cresceram 162%, alcançando US$ 55,7 bilhões (R$ 286,3 bilhões). A nova diretora financeira da empresa, Hilary Maxson, afirmou que o desembolso líquido com investimentos em capital no exercício fiscal de 2027 deverá ficar em torno de US$ 70 bilhões (R$ 359,8 bilhões), excluindo adiantamentos de clientes entre US$ 20 bilhões e US$ 25 bilhões (R$ 102,8 bilhões a R$ 128,5 bilhões).
A companhia manteve sua projeção anterior de receita para o ano fiscal de 2027 em US$ 90 bilhões (R$ 462,6 bilhões), ao mesmo tempo em que elevou sua previsão de lucro ajustado por ação para US$ 8,05 (R$ 41,38).
Analistas consultados projetavam lucro ajustado de US$ 8,01 (R$ 41,17) por ação e receita de US$ 88,9 bilhões (R$ 456,9 bilhões).
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“Acreditamos que a Oracle continuará sendo tema de debate entre investidores, mas mantemos uma visão positiva sobre o crescimento impulsionado pela inteligência artificial”, escreveram analistas da Piper Sandler, que recomendam a compra das ações da companhia.
Para o primeiro trimestre fiscal, a Oracle projetou lucro ajustado por ação entre US$ 1,72 (R$ 8,84) e US$ 1,76 (R$ 9,05), além de crescimento de receita entre 27% e 29%.
Analistas consultados pela LSEG esperavam lucro ajustado de US$ 1,68 (R$ 8,64) por ação e receita de US$ 19,06 bilhões (R$ 98 bilhões), o que implicaria crescimento de cerca de 28%.
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Seguir no GoogleA receita da divisão de infraestrutura em nuvem cresceu 93%, alcançando US$ 5,8 bilhões (R$ 29,8 bilhões).
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A obrigação de desempenho remanescente da companhia – que inclui receitas ainda não reconhecidas – atingiu US$ 638 bilhões (R$ 3,28 trilhões) em 31 de maio, um avanço de 363%. Analistas consultados pela StreetAccount estimavam US$ 595,67 bilhões (R$ 3,06 trilhões).
Segundo analistas do Bank of America, que também recomendam a compra das ações da Oracle, mais de 50% dessa carteira de receitas futuras está ligada à OpenAI. As duas empresas são parceiras no projeto Stargate, iniciativa voltada ao desenvolvimento de infraestrutura de inteligência artificial nos Estados Unidos.
A Oracle pretende adicionar quase um gigawatt de capacidade computacional já no trimestre atual, volume equivalente a praticamente toda a capacidade incorporada durante o ano fiscal de 2026, afirmou o CEO Clay Magouyrk durante conferência com analistas.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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