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Ações da Victoria’s Secret disparam 40% após lucro superar expectativas e empresa elevar projeções de vendas
Publicado 02/06/2026 • 22:30 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 02/06/2026 • 22:30 | Atualizado há 1 hora
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A varejista elevou sua projeção para o ano após divulgar resultados do primeiro trimestre que superaram amplamente as estimativas do mercado.
Os consumidores podem estar preocupados com o aumento do custo de vida, mas continuam gastando com roupas íntimas na Victoria’s Secret.
A varejista elevou sua projeção para o ano fiscal nesta terça-feira (02) após divulgar resultados do primeiro trimestre que superaram amplamente as estimativas do mercado. A empresa atribuiu o desempenho a custos tarifários menores e ao aumento do número de clientes dispostos a pagar preço cheio por seus produtos. As ações da companhia chegaram a subir cerca de 40% no pré-mercado.
“Houve aumentos de vendas consistentes de dois dígitos em Victoria’s Secret, Pink, canais de beleza, redes sociais, lojas físicas e operações internacionais — tudo muito positivo”, disse a CEO Hillary Super em entrevista à CNBC.
Segundo ela, uma das principais iniciativas da companhia tem sido fortalecer a categoria de sutiãs, considerada estratégica para o negócio.
Leia também: Um novo olhar na passarela: Victoria’s Secret Fashion Show 2025 e a celebração do real
“O crescimento de vendas comparáveis em sutiãs foi de dois dígitos. A fidelidade que essa categoria gera e o papel que ela desempenha como âncora do negócio são extremamente importantes”, afirmou.
Super acrescentou que a empresa aumentou as vendas com um número significativamente menor de promoções e conquistou participação de mercado durante o trimestre, especialmente entre consumidores de 18 a 24 anos.
Durante o primeiro trimestre, alguns varejistas registraram crescimento impulsionado por reembolsos tributários maiores. O diretor financeiro da Victoria’s Secret, Scott Sekella, disse que parte dos consumidores utilizou esse dinheiro extra para fazer compras nas lojas da rede, mas classificou o efeito como dentro da normalidade. Segundo ele, a demanda permaneceu consistente mesmo após o fim desse estímulo.
Agora, a companhia espera vendas anuais entre US$ 7,03 bilhões e US$ 7,13 bilhões, acima da projeção anterior, que variava entre US$ 6,85 bilhões e US$ 6,95 bilhões. A nova estimativa também supera o consenso de mercado, de US$ 6,99 bilhões, segundo a LSEG.
A empresa também elevou sua projeção de lucro operacional ajustado em mais de US$ 100 milhões. A expectativa agora é de um resultado entre US$ 550 milhões e US$ 580 milhões, ante a faixa anterior de US$ 430 milhões a US$ 460 milhões.
Sekella afirmou que a revisão das projeções foi motivada pelo desempenho de vendas acima do esperado, que aumentou a eficiência operacional da companhia, além da redução dos custos tarifários após parte das tarifas impostas pelo presidente Donald Trump ter sido considerada ilegal.
“Tudo isso está baseado no primeiro trimestre que tivemos, no impulso que vemos entrando no segundo trimestre e na confiança que temos nos lançamentos previstos para a segunda metade do ano”, afirmou o executivo.
A companhia também divulgou projeções otimistas para o trimestre atual, mesmo diante de concorrentes que adotaram uma postura mais cautelosa devido às dúvidas sobre a força do consumo. A expectativa é de vendas entre US$ 1,59 bilhão e US$ 1,62 bilhão, acima dos US$ 1,56 bilhão esperados pelo mercado.
Confira o desempenho da Victoria’s Secret no primeiro trimestre fiscal em comparação com as estimativas de Wall Street:
O lucro líquido da companhia no trimestre encerrado em 2 de maio foi de US$ 47,7 milhões, ou US$ 0,56 por ação. No mesmo período do ano anterior, a empresa havia registrado prejuízo de US$ 1,66 milhão, ou US$ 0,02 por ação.
Excluindo custos extraordinários de reestruturação, o lucro por ação ficou em US$ 0,60.
As vendas cresceram para US$ 1,56 bilhão, alta de aproximadamente 15% em relação aos US$ 1,35 bilhão registrados um ano antes. As vendas comparáveis, que incluem lojas físicas e comércio eletrônico, avançaram 13%, acima da expectativa de 11,4%, segundo a StreetAccount.
Os resultados marcam mais um passo no processo de recuperação da Victoria’s Secret. Embora Hillary Super esteja na companhia há quase dois anos, ela afirmou que a equipe executiva montada por ela está prestes a completar um ano e começa a colher os frutos das mudanças implementadas.
“Quando você completa um ano, começa a acumular contribuições porque entende os padrões, sabe para onde as coisas estão indo e consegue multiplicar o impacto do trabalho realizado”, disse.
Apesar do avanço, a executiva acredita que a empresa ainda está no início de sua trajetória de transformação.
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“Estamos apenas nos estágios iniciais. Sabemos claramente para onde estamos indo e, à medida que desenvolvemos essas estratégias e expandimos os negócios, enxergamos novas oportunidades”, afirmou.
Durante o trimestre, a companhia registrou crescimento de vendas em todas as faixas de renda. No entanto, os maiores avanços vieram dos consumidores com renda anual inferior a US$ 50 mil e daqueles que ganham mais de US$ 200 mil por ano.
Segundo Super, esse resultado demonstra que o desempenho da marca está ligado à força dos produtos, e não apenas a descontos ou promoções.
Desde que assumiu o comando da empresa, a CEO tem trabalhado para reconectar a Victoria’s Secret à sua identidade principal como marca de lingerie sensual, mas sem abrir mão do conforto. A estratégia também inclui a expansão da divisão de beleza, a revitalização da marca Pink e o fortalecimento da categoria de sutiãs.
Nos últimos anos, a empresa enfrentou o crescimento de concorrentes mais ágeis, mudanças nos padrões de beleza e críticas relacionadas à promoção de estereótipos considerados irreais.
Super afirma que parte desse trabalho consistiu justamente em superar essas questões e tornar a marca relevante para uma nova geração de consumidores.
Outro ponto que tem favorecido a empresa é sua ampla presença em shopping centers, característica que já foi alvo de críticas no passado.
“Somos muito bons em oferecer uma experiência presencial. Nossas lojas provaram ser uma vantagem competitiva”, disse a CEO.
“Eles são lugares onde a cliente quer estar e quer viver uma experiência pensada para ela”, concluiu.
Leia mais: Victoria’s Secret atualiza código na Bolsa de NY em estratégia de branding e sensualidade
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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