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Lucro da Neoenergia cai quase pela metade no segundo trimestre
Publicado 21/07/2026 • 22:41 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 21/07/2026 • 22:41 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Divulgação/Neoenergia
A Neoenergia registrou lucro líquido de R$ 900 milhões no segundo trimestre de 2026, queda de 45% em relação aos R$ 1,63 bilhão apurados no mesmo período do ano passado.
A redução ocorreu apesar da melhora do desempenho operacional da companhia. O Ebitda, indicador que mede o resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização, avançou 11%, para R$ 3,55 bilhões. O Ebitda caixa cresceu 6%, para R$ 2,74 bilhões.
A comparação do lucro, porém, foi afetada por um efeito não recorrente registrado no segundo trimestre de 2025, quando a empresa reconheceu créditos tributários. Neste ano, o resultado também foi pressionado pelo aumento das despesas financeiras.
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O resultado financeiro ficou negativo em R$ 1,82 bilhão entre abril e junho, uma piora de 32% ante a despesa líquida de R$ 1,38 bilhão registrada um ano antes.
Segundo a Neoenergia, o aumento dos encargos está relacionado ao maior saldo médio da dívida, após captações destinadas a financiar investimentos nas redes de distribuição.
No acumulado do primeiro semestre, o lucro chegou a R$ 2,18 bilhões, queda de 17% sobre o mesmo período de 2025. O Ebitda, por outro lado, cresceu 10%, para R$ 7,65 bilhões.
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Siga o Times | CNBCAs distribuidoras do grupo encerraram junho com 17,2 milhões de consumidores ativos, alta de 2,1% em um ano.
A energia distribuída, incluindo a geração distribuída, aumentou 1% no trimestre, para 19.559 gigawatts-hora. O consumo residencial cresceu 2,6%, enquanto o industrial avançou 2,1%. Já o consumo rural caiu 6,3%, em razão da menor demanda por irrigação.
A margem bruta da Neoenergia subiu 5%, para R$ 4,64 bilhões, enquanto as despesas operacionais avançaram 1%, para R$ 1,11 bilhão.
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A companhia investiu R$ 4 bilhões no primeiro semestre, dos quais R$ 3,7 bilhões foram destinados ao negócio de distribuição.
No período, a Neoenergia também renovou por mais 30 anos as concessões da Coelba, na Bahia, da Cosern, no Rio Grande do Norte, e da Elektro, que atua em áreas de São Paulo e Mato Grosso do Sul.
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