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Automação da alimentação e da ordenha das vacas aumenta a produção de leite
Publicado 26/11/2025 • 11:11 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 26/11/2025 • 11:11 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Robô de ordenha Lely A5 Lely
Automação aumenta produção de leite em 7,4% mostra estudo
A automação nas rotinas de alimentação e ordenha tem mostrado impacto direto na eficiência das fazendas leiteiras. Um levantamento global da Lely, realizado com dados de 13.816 propriedades em vários países, indica que o uso simultâneo de tecnologias nessas duas etapas aumenta em média 7,4% a produção diária de leite por vaca, em comparação a fazendas que automatizam apenas a ordenha.
O estudo analisou indicadores entre janeiro de 2023 e maio de 2024, incluindo volume produzido, frequência de ordenhas e padrões de visita aos robôs. Os resultados mostram que manter o alimento acessível ao longo do dia reduz períodos de jejum e estimula mais visitas espontâneas à ordenha.
Segundo Letícia Fernandes, da equipe Farm Management Support da Lely América Latina, a automação garante regularidade nas tarefas que sustentam o manejo. Ela explica que precisão nas rotinas melhora a alimentação e a frequência de ordenhas, o que aumenta a eficiência das propriedades.
No Brasil, a tendência também aparece. Em Sertão (RS), a Cabanha Stefini observou avanços após adotar o empurrador automático de alimento e, depois, a ordenha robotizada. A propriedade mantém 60 vacas holandesas em lactação.
O produtor Diogo Stefini afirma que a automação da alimentação elevou em quatro litros por vaca a produção em menos de 30 dias. O ganho estimulou a adoção da ordenha automatizada, que levou a um aumento total próximo de 20% na produção da fazenda. A mudança reduziu a necessidade de mão de obra e aumentou o tempo disponível para manejo de bezerras e planejamento.
Para Letícia, os dados indicam movimento crescente de integração entre automação, bem-estar e rentabilidade. Ela destaca que o uso contínuo das tecnologias torna o sistema mais previsível e reduz tarefas repetitivas.
A especialista afirma que a Lely atua em 52 países e observa resultados consistentes, ainda que possam variar conforme manejo, manutenção e frequência de uso. Na avaliação dela, a automação tem se consolidado como peça central da eficiência na pecuária leiteira.
A pecuária de leite é uma das frentes mais importantes do agro brasileiro. O país é hoje o terceiro maior produtor de leite do mundo, com mais de 34 bilhões de litros por ano distribuídos em praticamente todo o território nacional. Segundo dados oficiais, a atividade está presente em 98% dos municípios, com forte participação de pequenas e médias propriedades. Essa estrutura gera trabalho para cerca de 4 milhões de pessoas e mantém mais de 1 milhão de fazendas dedicadas à produção.
O setor é diverso e abrange desde propriedades altamente tecnificadas até produtores familiares que dependem diretamente da renda do leite para sustentar o negócio. Essa heterogeneidade é um dos traços marcantes da cadeia, que combina sistemas intensivos, orientados por tecnologia, com milhares de fazendas de menor porte que enfrentam limitações de crédito, estrutura e produtividade.
Pesquisas do IBGE mostram que a produção permanece concentrada em algumas regiões. Sul e Sudeste dividem a liderança nacional, com destaque para Minas Gerais, que continua como o maior produtor individual. Mesmo assim, estados como Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina vêm ampliando participação e modernizando sistemas de produção.
Nos últimos anos, a produtividade média manteve estabilidade, mas o setor registra aumento gradual do uso de tecnologias de manejo, alimentação e gestão. Ao mesmo tempo, muitos pequenos produtores seguem com desafios relacionados a custos, acesso a insumos e inclusão produtiva. A informalidade ainda responde por parcela relevante da produção, embora a indústria sob inspeção sanitária concentre mais de 70% do volume captado.
Com projeções do agronegócio indicando que, até 2030, devem permanecer em atividade os produtores mais eficientes, práticas que ampliem previsibilidade, regularidade e gestão — como automação no cocho e na ordenha — tendem a ganhar espaço no país. Diante da dimensão da cadeia e do peso econômico do leite, mudanças no manejo e na tecnologia têm potencial de impactar diretamente a renda dos pequenos agricultores e o desempenho do setor.
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