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Agro brasileiro nega práticas desleais e diz que maior parte de exportações não se beneficia com tarifas
Publicado 03/09/2025 • 23:48 | Atualizado há 10 meses
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Publicado 03/09/2025 • 23:48 | Atualizado há 10 meses
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A diretora de Relações Internacionais da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Sueme Mori, destacou nesta quarta-feira (3) que apenas 5,5% das exportações do agronegócio brasileiro contam com benefícios em acordos comerciais. A fala ocorreu durante audiência pública em Washington sobre a Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos, que investiga supostas práticas inadequadas de parceiros internacionais e inclui alegações de que o Brasil não estaria cumprindo compromissos ambientais.
Na sessão, Mori rejeitou as acusações de práticas desleais atribuídas aos produtores brasileiros. Segundo ela, a competitividade do setor se baseia em fundamentos legítimos, como recursos naturais e investimentos em inovação, e não em condutas irregulares ou tarifas preferenciais. “O Brasil e o agro brasileiro não têm práticas desleais de comércio. Nosso crescimento não tem relação com tarifas preferenciais nem com práticas desleais”, afirmou.
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A dirigente reforçou ainda que o Brasil mantém participação limitada em tratados comerciais e não possui acordos com seus principais destinos asiáticos. “Nosso principal parceiro é a China, e não temos nenhum tratado comercial com os países asiáticos”, disse.
Por fim, Mori ressaltou o cumprimento de padrões ambientais rigorosos e o caráter bilateralmente vantajoso da relação entre Brasil e Estados Unidos. Hoje, os EUA são o terceiro maior destino das exportações agrícolas brasileiras, além de importante fornecedor de insumos, tecnologias e equipamentos para o agro. “Nosso compromisso é com a conservação ambiental, o uso responsável da terra e o tratamento igualitário para agricultores de ambos os países”, concluiu.
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