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Como os drones estão ajudando a manter o Brasil no topo da pecuária mundial
Publicado 22/02/2026 • 14:21 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 22/02/2026 • 14:21 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Divulgação/Gohobby DJI MAVIC 3 MULTISPECTRAL
Como os drones estão ajudando a manter o Brasil no topo da pecuária mundial
O avanço dos drones no campo tem papel cada vez mais importante na consolidação do Brasil como maior produtor mundial de carne bovina. Com tecnologia embarcada, sensores e mapeamento aéreo, os pecuaristas aumentam produtividade, reduzem custos e aceleram decisões em propriedades de diferentes portes.
O país fechou 2025 na liderança global em volume produzido, superando a marca de 12 milhões de toneladas, segundo estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Além disso, manteve a posição de maior exportador, com embarques próximos de US$ 17 bilhões no ano. A combinação entre escala produtiva, genética e tecnologia ajuda a explicar o desempenho.
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O uso de drones integra a rotina de fazendas voltadas à cria, recria e engorda. Equipamentos com câmeras multiespectrais permitem avaliar a qualidade das pastagens, identificar falhas em cercas, mapear áreas degradadas e monitorar o desenvolvimento do capim.
Segundo a Gohobby, distribuidora da linha DJI Agriculture na América Latina, propriedades que adotam a tecnologia registram ganhos operacionais de até 30%. Para o CEO da empresa, Adriano Buzaid, o drone amplia a capacidade de análise do produtor e reduz o tempo gasto em rondas extensas.
Modelos como o DJI Mavic 3 Multispectral são usados para análise de vegetação, enquanto o DJI Mavic 3 Enterprise auxilia no mapeamento de grandes áreas e no acompanhamento do rebanho. A visão aérea permite identificar rapidamente pontos críticos que poderiam passar despercebidos no manejo tradicional.
Um dos avanços mais relevantes é o uso de sensores térmicos. Câmeras embarcadas em drones detectam variações na temperatura corporal dos animais, o que pode indicar início de enfermidades.
A identificação antecipada de possíveis focos de febre aftosa ou outras doenças reduz o risco de disseminação no rebanho e evita perdas financeiras. O monitoramento aéreo também diminui o estresse dos animais, já que dispensa conduções frequentes até currais apenas para inspeção visual.
Além da saúde animal, a tecnologia contribui para decisões ligadas à nutrição e ao planejamento de lotação. Pastagens mais bem monitoradas permitem ajustar carga animal, melhorar ganho de peso e reduzir a idade média de abate.
Na aplicação de insumos, drones da linha DJI Agras realizam pulverização direcionada de herbicidas, com controle preciso sobre plantas daninhas. A aplicação aérea reduz desperdícios e preserva o valor nutricional do capim, base da alimentação do gado.
Outra frente é a dispersão de sementes em áreas degradadas. A distribuição aérea acelera a recuperação do solo e assegura maior uniformidade, tarefa difícil de alcançar por métodos convencionais em terrenos extensos.
A liderança brasileira na produção de carne bovina resulta de escala, demanda externa e adaptação tecnológica. O uso de drones se soma a avanços em genética, nutrição e manejo, permitindo produzir mais em menos tempo.
Com monitoramento em tempo real e dados georreferenciados, o pecuarista reduz incertezas e responde com agilidade a mudanças climáticas, sanitárias e de mercado. O investimento em tecnologia fortalece a posição do Brasil no comércio global de proteína animal e amplia a capacidade de competir em um ambiente internacional cada vez mais exigente.
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