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Agro

Exportação de ovos acelera no Brasil e cresce 29,4% em setembro

Publicado 09/10/2026 • 07:00 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Brasil exportou 2,686 mil toneladas de ovos em setembro, alta de 29,4% na comparação com o mesmo mês de 2025.
  • Chile liderou as compras em setembro, enquanto Equador e Serra Leoa ampliaram a presença entre os destinos dos ovos brasileiros.
  • No acumulado do ano, exportações de ovos caíram 34,1%, principalmente pela forte redução dos embarques para os Estados Unidos.
Exportação de ovos acelera no Brasil e cresce 29,4% em setembro

Foto: unsplash

Exportação de ovos acelera no Brasil e cresce 29,4% em setembro

As exportações brasileiras de ovos ganharam ritmo em setembro. O país embarcou 2,686 mil toneladas no mês, volume 29,4% maior do que as 2,076 mil toneladas registradas em setembro de 2025. Os números consideram ovos in natura e produtos processados e foram divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) nesta quinta-feira (8).

O resultado também apareceu na receita. As vendas externas movimentaram US$ 5,866 milhões (aproximadamente R$ 29,45 milhões) em setembro, alta de 6% em relação aos US$ 5,536 milhões (R$ 27,80 milhões) obtidos no mesmo mês do ano passado.

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Mercado de ovos muda de perfil

Apesar do avanço registrado em setembro, os números acumulados desde o início do ano ainda estão abaixo dos resultados de 2025. Entre janeiro e setembro, o Brasil exportou 22,669 mil toneladas de ovos, uma redução de 34,1% na comparação com as 34,378 mil toneladas embarcadas no mesmo período do ano passado.

A receita acumulada seguiu o mesmo movimento. Além disso, o setor faturou US$ 49,769 milhões (R$ 249,93 milhões) nos nove primeiros meses de 2026, contra US$ 80,832 milhões (R$ 405,93 milhões) em 2025. Dessa forma, a diferença representa uma queda de 38,4%.

EUA pesam no resultado acumulado

Esse recuo, no entanto, precisa ser analisado à luz do comportamento exportações para os Estados Unidos. Em 2025, o mercado norte-americano elevou de forma excepcional as compras de ovos brasileiros em meio aos impactos da influenza aviária sobre a oferta doméstica.

Entre janeiro e setembro daquele ano, os Estados Unidos importaram 19,515 mil toneladas do produto brasileiro. Neste ano, no mesmo período, os embarques para o país somaram apenas 168 toneladas.

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Dessa forma, quando os Estados Unidos deixam de fazer parte da comparação, o cenário muda. Sem considerar os embarques para o mercado norte-americano, o Brasil passou de 14,863 mil toneladas exportadas entre janeiro e setembro de 2025 para 22,501 mil toneladas no mesmo período de 2026. Nesse recorte, portanto, houve crescimento de 51,4% nas exportações.

Chile amplia compras de ovos

A mudança também aparece na lista dos principais compradores. O Chile liderou os destinos das exportações brasileiras em setembro, com 1,204 mil toneladas. Além disso, o volume representa crescimento de 201,3% em relação às 400 toneladas enviadas ao país no mesmo mês de 2025.

O Japão ficou na segunda posição, com 351 toneladas. Nesse caso, houve queda de 49,3% em relação às 692 toneladas exportadas em setembro do ano passado.

Novos mercados ganham espaço

Na sequência aparecem Equador, México e Serra Leoa. O Equador comprou 300 toneladas e não havia registrado embarques no mesmo mês de 2025. O México recebeu 244 toneladas, queda de 2,6% ante as 251 toneladas do ano anterior. Já Serra Leoa importou 135 toneladas em setembro, também sem registro de embarques brasileiros no mesmo mês de 2025.

Além disso, a ampliação da participação de diferentes mercados ajuda a explicar o crescimento das exportações em setembro. Para a ABPA, o movimento mostra uma diversificação dos destinos dos ovos brasileiros.

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Embora o acumulado de 2026 ainda esteja abaixo do resultado excepcional registrado no ano passado, os dados de setembro apontam para uma expansão das vendas de ovos brasileiros em outros mercados. O desempenho do mês ganha relevância justamente porque ocorre em um cenário de menor participação dos Estados Unidos nas compras de ovos do Brasil.

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