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Ministério da Agricultura suspende vacina após mortes de animais em cinco estados
Publicado 21/08/2025 • 18:01 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 21/08/2025 • 18:01 | Atualizado há 8 meses
KEY POINTS
Foto: Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa)
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) suspendeu a comercialização e o uso de dois lotes da vacina Excell 10, fabricada pelo laboratório Dechra Brasil, após a morte de centenas de animais vacinados contra clostridioses no Nordeste.
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Segundo relatos de secretarias estaduais e produtores rurais, mais de 500 bovinos, caprinos e ovinos morreram em municípios do Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Maranhão e Ceará. Em Simões (PI), por exemplo, já foram registradas mais de 150 perdas, de acordo com o secretário de Desenvolvimento Rural, Rosenalvo Coelho dos Reis.
Na quarta-feira (20), o Mapa determinou a suspensão dos lotes 016/2024 e 018/2024 da vacina e iniciou investigação para apurar a causa dos óbitos. A Dechra informou, em nota, que interrompeu as vendas, recolheu os produtos e acompanha as apurações em conjunto com a pasta.
“Embora as reações adversas possam estar associadas à administração da vacina, a causa exata ainda está em avaliação”, declarou a empresa.
Equipes técnicas realizam necropsias e análises laboratoriais em universidades do Piauí, Ceará e São Paulo para identificar o que provocou a morte dos animais. Os sintomas relatados incluem inchaços na região do pescoço, insuficiência renal e evolução rápida para óbito, geralmente dentro de dois a três dias após a manifestação clínica.
Grande parte das propriedades afetadas pertence a agricultores familiares, que utilizam os rebanhos como principal fonte de renda e sustento. Há registros de perdas quase totais, como no caso de criadores que tiveram mortalidade próxima a 100% após a aplicação da vacina.
Para apoiar os pecuaristas, prefeituras locais oferecem assistência veterinária, suporte psicológico e estudam medidas jurídicas de ressarcimento. Um produtor de Simões (PI) relatou a perda de 11 das 33 ovelhas que possuía, com prejuízo estimado em R$ 6 mil apenas com os animais mortos.
Especialistas em veterinária apontam que a hipótese preliminar é de falha no processo de inativação do agente causador, o que teria provocado as reações graves nos animais.
Ao Agro Estadão, o professor da Universidade Federal do Piauí (UFPI), Antônio Souza Júnior, explicou que os sinais clínicos começam a aparecer entre 12 e 15 dias após a aplicação da vacina.
“O edema se espalha do pescoço até as patas e o animal não resiste”, afirmou.
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