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Soja: após safra recorde, veja projeções para 2025
Publicado 16/01/2026 • 10:49 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 16/01/2026 • 10:49 | Atualizado há 8 meses
KEY POINTS
Imagem de campo de soja.
Jaelson Lucas / AEN
Após uma safra de soja recorde no Brasil, o mercado global entra em 2026 com produção elevada, estoques confortáveis e preços limitados. Para o próximo ciclo, o cenário segue marcado por crescimento moderado da demanda, retomada parcial das compras chinesas de soja norte-americana e expectativa de novo recorde produtivo no Brasil.
O ano de 2025 foi influenciado por preocupações climáticas na América do Sul, fator que trouxe volatilidade aos preços da safra de soja ao longo do período. Segundo a equipe de Inteligência de Mercado da StoneX, apesar dos desafios, a produção global conseguiu se manter robusta, evitando um aperto mais severo no balanço de oferta e demanda.
A consolidação da safra 2024/25 mostrou que a produção superou o consumo mundial, resultando em aumento dos estoques e limitando movimentos mais consistentes de alta nos preços internacionais.
Leia também: Milho: ampla oferta global pressionou preços; veja projeções para 2026
No Brasil, a safra de soja atingiu um novo recorde nacional, mesmo com perdas expressivas no Rio Grande do Sul, que reduziram a oferta em uma das principais regiões produtoras. Em contrapartida, a maior parte dos estados brasileiros registrou produtividades favoráveis ou até recordes, compensando as perdas localizadas.
O resultado consolidou o país como principal fornecedor global da oleaginosa, especialmente em um contexto de demanda concentrada no mercado asiático.
Na Argentina, as condições climáticas também limitaram o potencial produtivo em algumas áreas. Ainda assim, o país conseguiu colher uma safra robusta, sem comprometer de forma relevante a oferta global de soja.
Com Brasil e Argentina entregando volumes elevados, a América do Sul manteve papel central no abastecimento do mercado internacional.
Leia também: Fruticultura brasileira fica mais competitiva com acordo UE-Mercosul, diz setor
A demanda mundial por safra de soja segue em crescimento anual, porém em ritmo mais estável do que em décadas anteriores. A produção global tem acompanhado esse avanço, e nos últimos anos não houve quebras relevantes capazes de apertar significativamente o balanço do setor.
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Siga o Times | CNBCEsse cenário contribuiu para um ambiente de preços mais contidos, com menor espaço para movimentos abruptos, salvo em situações de choque climático.
No cenário internacional, as relações comerciais entre China e Estados Unidos voltaram ao centro do mercado. Após um período de taxações mútuas, os dois países firmaram, em outubro de 2025, um acordo que restabeleceu o fluxo de exportações de soja norte-americana.
Antes disso, a China concentrou suas compras na safra de soja brasileira 2024/25, importando mais de 85 milhões de toneladas. Com o novo acordo, a previsão é de aquisição de 12 milhões de toneladas de soja dos EUA até fevereiro de 2026 e de cerca de 25 milhões de toneladas por ano nos próximos três anos, volumes próximos aos registrados antes do acirramento comercial.
Para o ciclo 2025/26, os Estados Unidos reduziram a área plantada de soja em cerca de 7%, para 32,86 milhões de hectares, diante da maior atratividade do milho. Ainda assim, a produção estimada alcançou 116 milhões de toneladas, sustentada por produtividade média recorde de 3,56 toneladas por hectare.
O resultado mantém os estoques norte-americanos em níveis confortáveis e limita pressões altistas nos preços negociados em Chicago.
As perspectivas para 2026 seguem positivas do ponto de vista produtivo. O Brasil caminha para um novo recorde de safra de soja, enquanto a Argentina deve manter volumes elevados, mesmo com leve redução de área.
No cenário global, a produção deve continuar acima do consumo, embora com uma diferença menor em relação aos anos anteriores. Isso tende a manter os estoques elevados e restringir altas mais expressivas nos preços.
Apesar do potencial brasileiro para ampliar produção e exportações, o ritmo de crescimento das importações chinesas já não é tão acelerado. Margens mais apertadas na indústria suína e um ritmo econômico menos intenso levantam dúvidas sobre o apetite da China no médio prazo.
Ainda assim, o país permanece como principal destino da safra de soja global, sem que outro mercado tenha escala suficiente para ocupar seu papel de destaque observado até meados da década passada.
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