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Johnson&Johnson cresce 10% no 1º tri e eleva guidance para US$ 100 bilhões
Publicado 14/04/2026 • 11:55 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 14/04/2026 • 11:55 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
MARIO TAMA / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP
Johnson&Johnson
A Johnson&Johnson abriu 2026 com receita de US$ 24,1 bilhões no primeiro trimestre, alta de 9,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. O desempenho levou a companhia a revisar para cima suas projeções anuais, com vendas estimadas agora em US$ 100,8 bilhões e lucro ajustado por ação de US$ 11,55.
Os resultados foram divulgados nesta terça-feira (14) e mostram avanço em praticamente todas as divisões do grupo, com destaque para oncologia e neurociência no segmento de Medicina Inovadora.
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O portfólio oncológico foi o principal motor dos resultados. O DARZALEX, medicamento para mieloma múltiplo, faturou US$ 3,96 bilhões no trimestre, com crescimento de 22,5% na comparação anual. O CARVYKTI, terapia celular também voltada ao mieloma, avançou 62,1%, chegando a US$ 597 milhões.
Outros produtos do segmento também se destacaram. O RYBREVANT/LAZCLUZE cresceu 82,7% e o TALVEY registrou alta de 76,7%. O ERLEADA, para câncer de próstata, subiu 23,1%.
O segmento de Medicina Inovadora como um todo somou US$ 15,4 bilhões, crescimento operacional de 7,4%. A divisão de MedTech alcançou US$ 8,6 bilhões, com alta de 4,6%.
A área de neurociência registrou crescimento de 32% no trimestre, chegando a US$ 2,17 bilhões. O SPRAVATO, para depressão resistente ao tratamento, avançou 46,4% globalmente, com vendas de US$ 468 milhões. O INVEGA SUSTENNA e suas variantes somaram US$ 1,03 bilhão, alta de 15%.
A companhia também incorporou ao portfólio o CAPLYTA, adquirido com a compra da Intra-Cellular Therapies em abril de 2025, que contribuiu com US$ 270 milhões apenas nos Estados Unidos.
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Siga o Times | CNBCNa divisão de imunologia, o desempenho foi pressionado pela perda de exclusividade do STELARA, que recuou 59,7% globalmente, para US$ 656 milhões. O impacto foi parcialmente compensado pelo TREMFYA, que cresceu 68,3%, atingindo US$ 1,6 bilhão.
O lucro líquido reportado recuou 52,4%, para US$ 5,23 bilhões, reflexo de um efeito contábil atípico no primeiro trimestre de 2025, quando a companhia registrou ganhos extraordinários relacionados a litígios. Na base ajustada, que exclui itens não recorrentes, o lucro por ação ficou em US$ 2,70, queda de apenas 2,5%.
O fluxo de caixa livre estimado para o trimestre ficou em cerca de US$ 1,5 bilhão, abaixo dos US$ 3,37 bilhões do mesmo período de 2025.
Para o ano completo, a Johnson&Johnson projeta vendas entre US$ 100,3 bilhões e US$ 101,3 bilhões, com ponto médio de US$ 100,8 bilhões, alta de 7% sobre 2025. O lucro ajustado por ação projetado subiu para a faixa de US$ 11,45 a US$ 11,65, com ponto médio de US$ 11,55.
No trimestre, a companhia obteve aprovações regulatórias relevantes. O ICOTYDE foi aprovado pelo FDA para psoríase em placas moderada a grave, sendo o primeiro peptídeo oral direcionado para a condição. O VARIPULSE Pro foi lançado na Europa com nova sequência de pulso cinco vezes mais rápida para procedimentos cardíacos. A combinação de TECVAYLI com DARZALEX FASPRO também foi aprovada para mieloma múltiplo recidivado.
“Johnson&Johnson teve um forte início de 2026 e está cumprindo sua promessa de um ano de crescimento acelerado e impacto”, afirmou Joaquin Duato, presidente e CEO da companhia, no comunicado de resultados.
A empresa anunciou ainda um investimento superior a US$ 1 bilhão em uma nova fábrica de terapia celular na Pensilvânia e programou uma revisão corporativa ampla para dezembro de 2026.
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