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Preço da carne bate recorde nos EUA mas consumo não recua
Publicado 02/07/2026 • 13:50 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 02/07/2026 • 13:50 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Divulgação/Abiec
Os preços da carne bovina seguem próximos de recordes nos Estados Unidos às vésperas do feriado de 4 de julho, mas o consumidor americano não está abrindo mão do churrasco tradicional da data. O rebanho bovino do país encolheu para o menor tamanho em décadas, pressionado por anos de seca, custo elevado de ração e liquidação de animais, o que elevou o preço do gado e, na sequência, o custo da carne nos supermercados e nos restaurantes.
Os valores recuaram um pouco em maio depois de baterem recorde na primavera americana, mas seguem em patamar elevado. O quilo da carne moída custava em média US$ 6,75 na libra em maio, segundo dados do Bureau of Labor Statistics dos Estados Unidos, alta de quase 13% em relação ao ano anterior e apenas abaixo do recorde de abril, quando chegou a US$ 6,90. O bife de carne bovina custava em média US$ 12,80 na libra, alta de 16% em um ano e o segundo maior valor já registrado.
Leia também: Nova cota argentina com os EUA faz exportação de carne brasileira ao país vizinho disparar 130% em 2026
Mesmo diante do choque nos preços, os consumidores não parecem dispostos a abandonar a tradição do churrasco de verão. A resistência do consumo funciona como um termômetro do comportamento de compra em um momento de atenção do mercado financeiro a sinais de recuo do consumidor diante da inflação.
Um porta-voz da rede de supermercados Kroger disse à CNBC que a demanda dos clientes por bifes segue alta, com migração para opções premium e orgânicas, e que a carne bovina segue como escolha preferida em datas recentes como Páscoa e o feriado de Memorial Day.
A carne bovina gerou o maior crescimento em valor entre todas as categorias de alimentos na véspera do 4 de julho, com vendas subindo cerca de US$ 352 milhões na comparação com o ano passado, de acordo com a consultoria de pesquisa de mercado NielsenIQ.
🔍 NielsenIQ: empresa de pesquisa de mercado que mede hábitos de consumo e vendas no varejo em diversos países.
Em relatório de junho, a NielsenIQ afirmou que o consumidor entra no feriado com disciplina, fazendo mais idas ao mercado, mas com intenção clara em cada compra.
À medida que a demanda por carne se sustenta, o consumidor tem demonstrado preferências específicas dentro da categoria. A NielsenIQ afirma que o consumidor passou a enxergar o bife como o centro das ocasiões especiais, um luxo acessível pelo qual está disposto a pagar mais em troca de qualidade e experiência, ao mesmo tempo em que busca economia em outros itens da compra.
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Siga o Times | CNBCOs dados também mostram que o consumidor não está simplesmente atrás da proteína mais barata. Muitos passaram a dar peso maior à qualidade do produto. A pesquisa aponta preferência crescente por selos como USDA Prime (42%), ausência de hormônios adicionados (40%), criação a pasto (37%) e ausência total de antibióticos (36%) na hora da compra.
🔍 USDA Prime: classificação de qualidade concedida pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos ao topo da carne bovina vendida no país, associada a maior maciez e marmoreio.
Segundo a NielsenIQ, o consumidor está olhando além do rótulo e atrás da história por trás da carne, com selos ligados a qualidade e origem ganhando espaço entre compradores em busca de confiança.
A demanda aquecida também beneficiou outros elos da cadeia, caso da Omaha Steaks, que disse à CNBC que o consumidor segue priorizando presentear com carne mesmo cortando gastos em outras áreas.
Nate Rempe, presidente e CEO da Omaha Steaks, afirmou no mês passado, próximo ao Dia dos Pais, que o cliente segue celebrando a data com proteínas premium, mas com atenção a valor e versatilidade. A empresa registrou crescimento contínuo do filé de alcatra superior certificado pelo USDA, um corte de entrada lançado recentemente, com vendas 25% acima do mesmo período do ano passado nas semanas que antecederam o Dia dos Pais.
Redes de restaurantes também relatam ganhos com o movimento. A LongHorn Steakhouse, entre outras, viu aumento no número de clientes em busca de bifes.
Rick Cardenas, CEO da Darden Restaurants, controladora da rede, disse que o cliente sabe que está recebendo um bife de alta qualidade na LongHorn Steakhouse, com boa relação de custo-benefício, e que a inflação elevada da carne no mercado acaba tornando esse valor relativo ainda mais evidente para o consumidor.
A dúvida entre investidores é por quanto tempo esse cenário deve se sustentar. A reconstrução do rebanho bovino americano pode eventualmente elevar a oferta de carne e aliviar os preços, mas o processo leva anos para se completar sem o apoio de fornecimento importado.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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