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Foodservice: 65% dos brasileiros comem fora ou pedem delivery até três vezes por semana, diz pesquisa
Publicado 02/07/2026 • 13:40 | Atualizado há 1 hora
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Após o pico da pandemia, São Paulo redefine seus hábitos de alimentação: o delivery se consolida e o consumo em restaurante volta a crescer.
Cerca de 65% dos brasileiros consomem refeições ou fazem pedidos de comida preparada fora de casa entre uma e três vezes por semana. O dado consta em levantamento nacional da Tanjerin, agência de estratégia e inovação para o setor de foodservice, em parceria com a ACOM Sistemas, desenvolvedora de tecnologia para gestão de bares e restaurantes.
A pesquisa ouviu 1.312 brasileiros de todas as regiões do país em maio deste ano. Os resultados foram apresentados em Chicago, na National Restaurant Show, e pela primeira vez no Brasil durante a ACOMXperience, evento promovido pela ACOM Sistemas.
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O levantamento separa o mercado em três segmentos. No Fast Food, associado à rotina e à praticidade, 24% dos consumidores frequentam estabelecimentos entre duas e três vezes por semana. No Casual Dining, a frequência tende a se espaçar, concentrando visitas quinzenais ou mensais. Já no Fine Dining, segmento de alta gastronomia, o consumo aparece associado a celebrações.
Segundo Cristina Souza, CEO da Tanjerin e autora do estudo, o foodservice se tornou um mercado multigeracional. Para ela, públicos mais jovens priorizam conveniência, aplicativos, delivery e rapidez, enquanto públicos mais maduros valorizam experiência, conforto, qualidade e interação social.
Apesar da presença da tecnologia em toda a jornada, a pesquisa mostra que as motivações para sair de casa permanecem ligadas a momentos humanos. Entre os principais motivos estão celebrações e datas especiais (55%), momentos de descanso ou pausa na rotina (52%), tempo com a família (48%) e socialização (45%).
Quando perguntados sobre o que buscam em um restaurante, os consumidores apontaram comida de qualidade (56%), prazer (54%) e conforto (43%) como principais fatores de decisão.
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Siga o Times | CNBCNo Fast Food, 59% dos consumidores usam aplicativos de delivery para encontrar estabelecimentos e 51% recorrem ao Instagram. No Casual Dining, amigos e familiares ainda lideram a influência na escolha, com 57%, seguidos por Instagram (51%), Google (40%) e sites dos restaurantes (39%).
A influência da tecnologia segue durante toda a jornada de consumo. Entre os frequentadores de Fast Food, 65% usam aplicativos de delivery, 39% acompanham pedidos em tempo real e 35% fazem pagamentos digitais. No Casual Dining, 45% usam aplicativos de delivery, 41% recorrem a plataformas próprias dos restaurantes, 40% fazem reservas online e 39% realizam pagamentos digitais.
Depois da refeição, a tecnologia segue presente na relação com o consumidor. Tanto no Fast Food quanto no Casual Dining, 53% dos consumidores apontam ofertas personalizadas como o principal fator para uma nova visita, à frente de programas de fidelidade, pesquisas rápidas e comunicações individualizadas.
Para Eduardo Ferreira, CCO da ACOM Sistemas, os dados mostram que o desafio do setor não está mais em escolher entre atendimento humano e tecnologia, e sim em integrar os dois de forma consistente. Segundo ele, o futuro do foodservice está ligado à velocidade, praticidade e personalização que a tecnologia traz, sem abrir mão do acolhimento, do conforto e da conexão que fazem parte da experiência do consumidor.
Entre os frequentadores de Fast Food, 94% afirmam que a tecnologia é importante para sua jornada de consumo. No Casual Dining, esse percentual chega a 90%, segundo o levantamento.
O foodservice movimentou R$ 223,5 bilhões no Brasil em 2025, número que dá dimensão ao mercado por trás desses hábitos de consumo.
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