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Amazon ameaça tomar ‘medidas drásticas’ após falência da Saks
Publicado 15/01/2026 • 16:05 | Atualizado há 10 meses
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Publicado 15/01/2026 • 16:05 | Atualizado há 10 meses
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Amazon
A Amazon solicitou a um juiz federal dos Estados Unidos a rejeição do plano de financiamento de falência da Saks Global, alegando em documentos judiciais protocolados na quarta-feira (14) que a rede de lojas de departamentos “queimou centenas de milhões de dólares em menos de um ano” e falhou em cumprir o acordo estabelecido.
Quando a Saks adquiriu a Neiman Marcus por US$ 2,7 bilhões (aproximadamente R$ 14,5 bilhões, na cotação atual) em dezembro 2024, a Amazon investiu US$ 475 milhões (R$ 2,55 bilhões) no empreendimento. O aporte baseava-se na premissa de que a varejista passaria a vender seus produtos no site da Amazon, enquanto a gigante de tecnologia ofereceria expertise em logística e tecnologia.
“Esse investimento em ações é agora presumivelmente sem valor”, escreveram os advogados da Amazon na petição, poucas horas após a Saks entrar com pedido de proteção sob o Capítulo 11 da lei de falências dos EUA. Segundo a Amazon, a Saks falhou continuamente em cumprir seus orçamentos e acumulou centenas de milhões de dólares em faturas não pagas a parceiros de varejo.
Como parte do acordo original, a varejista lançou a vitrine “Saks at Amazon” e concordou em pagar taxas de referência que garantiriam pelo menos US$ 900 milhões (R$ 4,83 bilhões) à Amazon ao longo de oito anos.
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Siga o Times | CNBCNa contestação, a Amazon argumenta que o plano de financiamento prejudica os credores ao sobrecarregar partes da corporação com novas dívidas e empurrar a Amazon para baixo na ordem de preferência para reembolso.
Durante uma audiência na quarta-feira no Tribunal de Falências de Houston, o juiz Alfredo Perez permitiu que a Saks começasse a utilizar US$ 1,75 bilhão (R$ 9,4 bilhões) em novos financiamentos de falência, após a empresa argumentar que enfrentaria liquidação imediata sem o recurso.
O juiz ainda não emitiu uma decisão final sobre a objeção da Amazon, que ameaça buscar medidas mais drásticas, como a nomeação de um administrador independente.
A Salesforce também se tornou acionista minoritária da Saks durante a aquisição da Neiman Marcus, embora com uma participação menor que a da Amazon. Ainda não está claro se a empresa de software também planeja contestar o plano de recuperação judicial.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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