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American Express é multada em R$ 1,7 bi nos EUA por falhas no combate à lavagem de dinheiro
Publicado 08/10/2026 • 21:02 | Atualizado há 54 minutos
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Publicado 08/10/2026 • 21:02 | Atualizado há 54 minutos
KEY POINTS
Foto: Divulgação / American Express
O American Express National Bank foi multado em US$ 350 milhões (R$ 1,75 bilhão) pelo Escritório do Controlador da Moeda dos Estados Unidos (OCC), órgão responsável pela supervisão de bancos nacionais americanos. A penalidade, anunciada nesta quinta-feira (8), decorre de falhas consideradas graves nos mecanismos de prevenção à lavagem de dinheiro.
Segundo o regulador, a instituição deixou de identificar, avaliar e comunicar adequadamente aproximadamente US$ 13 bilhões (R$ 65,13 bilhões) em atividades suspeitas de lavagem de dinheiro relacionadas ao comércio internacional. As operações ocorreram ao longo dos últimos dez anos, período em que os sistemas de fiscalização do banco apresentaram deficiências.
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Além da multa, o OCC determinou a adoção de medidas corretivas para adequar os controles internos da American Express às exigências da legislação bancária americana. A decisão inclui uma ordem administrativa para interromper as práticas consideradas irregulares e corrigir as falhas identificadas.
A investigação concluiu que a American Express não mantinha um programa de prevenção à lavagem de dinheiro compatível com os riscos de suas atividades. Entre os problemas apontados estão insuficiência de recursos, funcionários sem experiência adequada, falhas estruturais nos controles internos e deficiências no treinamento de empregados e diretores.
Um dos principais problemas identificados foi a avaliação inadequada dos riscos associados aos produtos financeiros oferecidos pelo banco. De acordo com o OCC, a instituição concentrava sua atenção nas contas de depósito, deixando em segundo plano os riscos relacionados às operações com cartões de crédito e de pagamento, que representam uma parcela mais relevante de seus negócios.
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O órgão também encontrou deficiências nos procedimentos de identificação e verificação de clientes, além de fragilidades nos processos de monitoramento e comunicação de movimentações suspeitas. Essas falhas contribuíram para que operações potencialmente irregulares não fossem reportadas às autoridades dentro dos prazos adequados.
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Siga o Times | CNBCO controlador da moeda dos Estados Unidos, Jonathan Gould, afirmou que instituições financeiras do porte da American Express precisam destinar recursos suficientes para cumprir as normas de prevenção à lavagem de dinheiro.
Segundo ele, essas exigências são fundamentais não apenas para a integridade do sistema financeiro, mas também para a segurança econômica e nacional dos Estados Unidos.
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“O OCC espera que bancos do porte e da complexidade da American Express destinem recursos suficientes para garantir o cumprimento das leis e regulamentações destinadas a detectar e prevenir a lavagem de dinheiro”, declarou Gould, em comunicado.
Na avaliação do regulador, a falta de alinhamento entre os controles internos e os riscos efetivos das operações da American Express comprometeu a capacidade da instituição de fornecer informações relevantes às autoridades responsáveis pela investigação de crimes financeiros.
Gould ressaltou que a punição busca fazer com que o banco corrija suas deficiências e fortaleça os mecanismos de identificação de operações suspeitas, de maneira compatível com suas atividades e sua estrutura.
A atuação do OCC ocorre em coordenação com o Federal Reserve (Fed), que também adotou medidas administrativas contra a American Express Company e a American Express Travel Related Services Company. O valor da multa aplicada pelo OCC será destinado ao Tesouro dos Estados Unidos.
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