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Americanas aposta em lojas como centros logísticos e encerra fase de cortes após reestruturação
Publicado 26/03/2026 • 13:33 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 26/03/2026 • 13:33 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Bruno Peres/Agência Brasil
A Americanas entra em uma nova fase após seu processo de reestruturação, com foco na reorganização do modelo de negócios e no fortalecimento das lojas físicas. Segundo o presidente da companhia, Fernando Soares, a empresa não deve mais promover fechamentos massivos de unidades, priorizando agora a estabilização da rede, atualmente com cerca de 1.470 lojas.
De acordo com reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, a redução de aproximadamente 300 unidades ao longo de 2025 impactou diretamente a base de clientes, mas, segundo o executivo, esse movimento esteve ligado à reorganização interna e não a uma queda estrutural da demanda. “Não conseguimos segurar esses clientes com a loja fechada”, afirmou. Com o fim desse ciclo, a expectativa é de retomada gradual do público e crescimento nos próximos meses.
A companhia pretende transformar sua ampla presença física em uma vantagem competitiva, utilizando as unidades como plataforma logística para parceiros. A ideia é que as lojas funcionem como pontos de entrega e distribuição, reforçando o modelo omnicanal.
Leia também: Americanas pede saída do processo de recuperação judicial e vende Puket, Imaginarium e Casa Mind
Segundo Soares, a capilaridade da empresa abre espaço para novas parcerias. “Será que algum marketplace não precisa de cerca de 1.500 pontos de entrega no Brasil? Eu acho que sim”, disse. A Americanas já avançou nesse modelo ao firmar cooperação com o Magazine Luiza, integrando operações no marketplace.
O executivo destacou que qualquer expansão seguirá centrada na experiência do cliente. “Tudo precisa passar por esse centro que escolhemos trabalhar, que é consumidor e a loja física”, afirmou.
Apesar dos investimentos, o canal digital ainda representa cerca de 4% das vendas totais. A estratégia atual prioriza o aumento da frequência de compra e do tíquete médio, mais do que a aquisição de novos clientes, com iniciativas como o programa Cliente A.
Hoje, a Americanas está presente em mais de 800 cidades, com cerca de 95 milhões de visitas mensais considerando lojas, site e aplicativo, além de uma base de mais de 35 milhões de seguidores nas redes sociais.
Leia também: CVM abre novas investigações e mira bancos e conselho da Americanas
No campo financeiro, a companhia protocolou o pedido de saída da recuperação judicial, após encerrar 2025 com indicadores que apontam a conclusão do processo de reestruturação – ainda sujeito à aprovação da Justiça.
Segundo Soares, o avanço foi sustentado pelo cumprimento do plano, pela transformação operacional e pela melhora consistente dos resultados. “Cumprimos as obrigações previstas e temos segurança para avançar”, afirmou.
A empresa terminou o ano com caixa superior à dívida, voltou a registrar lucro líquido e acumulou uma melhora operacional de cerca de R$ 770 milhões.
A reestruturação trouxe uma mudança relevante na estratégia: a loja física passou a ser o centro da operação, com integração entre os canais. Em 2025, cerca de 95% da receita veio do físico, contra apenas 5% do digital, invertendo o cenário de 2022.
Leia também: Americanas fecha 2025 com caixa maior, mas base de clientes segue em queda
A companhia também reduziu sua atuação no marketplace a parcerias estratégicas e encerrou a operação da fintech Ame. “A loja física é o nosso negócio principal, e o digital complementa a estratégia”, disse Soares.
Para o diretor financeiro, Sebastien Durchon, o pedido de saída da recuperação judicial representa um marco importante e indica confiança no futuro da empresa. “É um recado forte de confiança”, afirmou.
A companhia acumulou mais de R$ 2 bilhões em melhorias operacionais e executou o plano em um prazo considerado curto, com pagamento à vista da maior parte dos fornecedores e avanço na reorganização interna.
Segundo Durchon, o movimento também busca reforçar a confiança de clientes, parceiros e investidores. “É uma declaração de compromisso da companhia com seus associados, clientes e fornecedores”, concluiu.
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