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Por que executivos da Microsoft viam a ascensão da OpenAI como ameaça estratégica?
Publicado 14/05/2026 • 11:02 | Atualizado há 53 minutos
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Publicado 14/05/2026 • 11:02 | Atualizado há 53 minutos
KEY POINTS
Foto: Unsplash
Por que executivos da Microsoft viam a ascensão da OpenAI como ameaça estratégica?
A relação entre Microsoft e OpenAI começou como uma das parcerias mais importantes do setor de tecnologia. No entanto, o avanço acelerado da inteligência artificial mudou o equilíbrio entre as empresas e aumentou a preocupação dentro da gigante criada por Bill Gates.
Documentos revelados durante a disputa judicial entre Elon Musk e Sam Altman, CEO da OpenAI, mostraram que executivos da Microsoft já temiam perder espaço para a OpenAI antes mesmo do lançamento do ChatGPT, em novembro de 2022. Com isso, a empresa passou a rever acordos e fortalecer sua estratégia própria de inteligência artificial.
Leia também: Julgamento da OpenAI: Nadella diz que Musk nunca levantou preocupações sobre investimento da Microsoft
Segundo a CNBC, o CEO da Microsoft, Satya Nadella, deixou explícita a preocupação da companhia em abril de 2022. Em um e-mail enviado a executivos, ele escreveu que não queria que a Microsoft virasse a IBM, enquanto a OpenAI ocupasse o lugar que a Microsoft teve no passado.
A comparação faz referência aos anos 1980, quando a IBM dominava o mercado de computadores, mas acabou perdendo espaço, enquanto a Microsoft cresceu ao fornecer sistemas operacionais para máquinas da empresa.
Na visão de Nadella, a Microsoft precisa afastar o mesmo cenário. Por isso, a companhia buscou mais influência sobre tecnologia, propriedade intelectual e infraestrutura ligada à I.A. De forma simples, a empresa de Bill Gates quer evitar oferecer um investimento à OpenAI que faça a empresa de I.A. crescer mais do que a Microsoft.
Depois do lançamento do ChatGPT, um dos primeiros chatbots da geração, a OpenAI cresceu rapidamente e alcançou um valor de mercado estimado em US$ 850 bilhões (aproximadamente R$ 4,1 trilhões na cotação atual). Além disso, a empresa fechou acordos com concorrentes da Microsoft no mercado de nuvem, como Google, Oracle e Amazon.
Com isso, a Microsoft deixou de ser a única grande parceira da OpenAI. A empresa continuou fornecendo infraestrutura por meio do Azure, mas perdeu exclusividade sobre vários produtos e serviços da companhia de Sam Altman.
Durante depoimento no processo que envolve uma briga judicial entre Altman e Elon Musk, Nadella afirmou que a Microsoft precisava ter poder de decisão em diferentes camadas da parceria, já que estava abrindo mão da chance de desenvolver essa tecnologia sozinha.
Ao longo dos últimos anos, a Microsoft e a OpenAI alteraram diversas vezes os termos da parceria. Em abril deste ano, as empresas reformularam o acordo novamente e limitaram os pagamentos de participação nos lucros para a Microsoft.
Além disso, a OpenAI ganhou mais liberdade para oferecer produtos em plataformas rivais, incluindo Amazon e Google. Enquanto isso, a empresa de Bill Gates passou a investir em modelos próprios de I.A. Em março de 2024, a empresa contratou Mustafa Suleyman, fundador da DeepMind, para liderar uma nova divisão focada em I.A.
A companhia americana também começou a testar modelos internos para melhorar o Copilot e outros produtos. Ao mesmo tempo, ampliou acordos com empresas rivais da OpenAI, como Anthropic e xAI, de Elon Musk.
Mesmo com a mudança de estratégia, a OpenAI ainda representa uma parte importante dos negócios da Microsoft. No fim de 2025, cerca de 45% das obrigações comerciais restantes do Azura (plataforma de computação em nuvem) estavam ligadas à OpenAI.
Até junho de 2026, a Microsoft deve investir mais de US$ 100 bilhões na OpenAI entre infraestrutura, hospedagem e compromissos financeiros. Além disso, a companhia continua construindo centros de dados voltados para I.A.
Leia também: Microsoft e Nova Escola levam IA a professores brasileiros pelo WhatsApp
Apesar da parceria continuar entre as duas gigantes da tecnologia, a Microsoft reconhece que a OpenAI também virou um concorrente. A empresa entende que depender apenas dos modelos criados por Sam Altman pode trazer riscos estratégicos no futuro.
Por isso, a companhia de Bill Gates adotou uma estratégia mais ampla, envolvendo o desenvolvimento de chips, modelos próprios e acordos com diferentes laboratórios de inteligência artificial. Mesmo assim, a Microsoft ainda não conseguiu criar um produto com base na I.A. com impactos semelhantes ao ChatGPT, Gemini ou o xAI.
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