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Ações de Boeing, veículos elétricos e chips ficam no radar durante negociações entre Trump e Xi

Publicado 13/05/2026 • 21:30 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Mercado acompanha possível avanço em acordos comerciais entre Estados Unidos e China durante encontro em Pequim.
  • Analistas apontam empresas de aeronaves, semicondutores e commodities agrícolas entre as mais sensíveis às negociações.
  • Possível compra de cerca de 500 aeronaves da Boeing pela China chama atenção de investidores.

As ações ligadas aos setores de semicondutores, aeroespacial e veículos elétricos devem ficar no foco dos investidores enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, inicia negociações de alto risco com o líder chinês Xi Jinping, em Pequim.

Trump chegou à China para sua segunda visita ao país, com temas como tarifas, minerais de terras raras, inteligência artificial, Taiwan e o conflito com o Irã dominando as discussões. A cúpula ocorre em um momento em que os mercados seguem altamente sensíveis à política comercial entre Estados Unidos e China, após anos de restrições crescentes envolvendo tecnologia e cadeias globais de suprimentos.

Analistas e estrategistas afirmaram que investidores devem acompanhar empresas expostas às exportações agrícolas, ao setor aeroespacial e fabricantes de chips, caso os dois países avancem mesmo que modestamente em acordos comerciais. A China poderá prometer compras adicionais de soja, milho, gás natural liquefeito e petróleo bruto dos Estados Unidos, além de novos pedidos de aeronaves da Boeing, em troca de uma redução das tarifas relacionadas ao fentanil.

Leia também: China e EUA buscam trégua comercial e estabilidade geopolítica em encontro entre Xi e Trump

Os Estados Unidos gostariam de ver a China comprometida com compras de aeronaves, produtos agrícolas e energia, mas esses compromissos podem depender da postura americana em relação a Taiwan ou de algum relaxamento nas tarifas e restrições tecnológicas”, afirmou Jack Janasiewicz, estrategista-chefe de portfólio da Natixis Investment Managers Solutions.

Boeing

A Boeing pode surgir como uma das empresas mais beneficiadas caso haja uma melhora nas relações entre Estados Unidos e China, considerando o papel histórico da fabricante aeroespacial como grande exportadora americana e peça recorrente nas negociações comerciais entre Washington e Pequim. O CEO da empresa, Kelly Ortberg, está entre os executivos convidados por Trump para integrar a viagem.

Analistas afirmaram que a China pode anunciar compras adicionais de aeronaves da Boeing como parte de um pacote mais amplo ligado ao alívio tarifário e à estabilização comercial durante a cúpula entre Trump e Xi. Qualquer sinal de retomada de encomendas será acompanhado de perto pelos investidores após anos de tensões que afetaram entregas às companhias aéreas chinesas.

Leia também: Trump quer pressionar Xi a abrir a China para empresas americanas

A Boeing pode ser a vencedora comercial mais clara da cúpula”, escreveram em relatório os analistas do Bank of America, liderados por Ronald Epstein. Segundo eles, Ortberg “está viajando com Trump, e uma potencial compra chinesa de cerca de 500 aeronaves Boeing está em discussão, o que representaria o primeiro grande pedido chinês em quase uma década”.

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