Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Anfavea alerta: renovação de isenção que beneficia BYD pode gerar perda de R$ 103 bi para o setor automotivo
Publicado 20/01/2026 • 08:31 | Atualizado há 3 meses
Mercados globais estão inflados e vão cair, alerta dirigente do Banco da Inglaterra
Montadoras estrangeiras apostam em tecnologia para manter espaço no mercado chinês
EXCLUSIVO CNBC: CEO da Dow diz que gargalo no Estreito de Ormuz pode levar vários meses para ser resolvido
Jim Cramer recomenda comprar ações da Tesla após fala de Elon Musk em teleconferência
Trump diz que cessar-fogo entre Israel e Líbano foi estendido por três semanas
Publicado 20/01/2026 • 08:31 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Reprodução
A concessão de benefícios fiscais para veículos praticamente prontos, importados desmontados apenas para cumprir exigências formais e explorada de forma agressiva pela BYD, expôs uma brecha na política industrial. No dia 31 de janeiro, chega ao fim a isenção do imposto de importação para veículos eletrificados nos regimes CKD (completely knocked down) e SKD (semi knocked down), mecanismo que permitiu à montadora chinesa operar no país sem produção industrial efetiva.
Autorizada em julho de 2025, a medida criou uma cota adicional de US$ 463 milhões, válida por seis meses, com alíquota zero, em meio a uma disputa aberta no setor automotivo. De um lado, montadoras com fábricas plenamente instaladas no Brasil; de outro, a BYD, que optou por um modelo de montagem mínima em regime SKD em sua unidade de Camaçari (BA), inaugurada em outubro de 2025.
Para a Anfavea, entidade que representa fabricantes como Volkswagen, General Motors, Stellantis e Toyota, o término da isenção não é apenas o fim de um incentivo temporário, mas um teste crucial para a coerência da política industrial brasileira. A entidade argumenta que a manutenção desse tipo de benefício favorece estratégias de baixo investimento produtivo, compromete a competitividade da indústria local e fragiliza a transição sustentável para veículos eletrificados no país.
Leia também: Produção e vendas de veículos crescem em 2025, mas à metade do esperado, diz Anfavea
Na avaliação apresentada pela Anfavea, o incentivo temporário cumpriu um papel emergencial, mas a eventual prorrogação do benefício tende a acentuar assimetrias competitivas, ao favorecer modelos de importação desmontada em detrimento de investimentos em produção local, engenharia, emprego e conteúdo nacional.
Em nota divulgada na terça-feira (19), a entidade alertou que a manutenção de incentivos aos regimes CKD e SKD pode gerar impactos estruturais relevantes sobre a indústria automotiva brasileira. Segundo a Anfavea, caso esse modelo se torne predominante, o setor pode registrar a eliminação de até 69 mil empregos diretos, além de afetar cerca de 227 mil postos de trabalho indiretos, ao longo de uma cadeia que envolve autopeças, logística, engenharia, serviços e concessionárias.
O estudo citado pela entidade também projeta uma perda econômica bilionária, associada à redução do conteúdo local, ao enfraquecimento da base industrial instalada e à menor geração de valor agregado no país.
Leia também: Anfavea: produção de veículos cresce 3,5% em 2025 e vê forte avanço nas exportações
De acordo com estimativas da Anfavea, em um cenário considerado extremo, a renovação da isenção fiscal para veículos híbridos, híbridos plug-in e elétricos montados nos regimes CKD e SKD por um período superior a seis meses – conforme previsto na Portaria nº 420/2025 do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) – poderia resultar em uma perda de até R$ 103 bilhões para o mercado automotivo brasileiro.
A projeção considera efeitos combinados sobre produção local, investimentos industriais, emprego, arrecadação e adensamento da cadeia produtiva, em um momento de reorganização global da indústria automotiva e de intensificação da competição internacional por projetos industriais ligados à eletrificação.
Caso o governo federal decida pela renovação das cotas, o regime atual poderá ser mantido. Sem a prorrogação, deixa de existir a divisão proporcional baseada no histórico de importações e a parcela reservada por ordem de registro, passando a valer exclusivamente o regime geral de importação, com incidência integral das tarifas previstas, equilibrando as condições de produção entre as montadoras.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Raízen: credores apresentam plano de reestruturação e pressionam por acordo
2
Justiça acata pedido da PF e decreta prisão preventiva de MC Ryan, Poze do Rodo e dono da “Choquei”
3
Omã investe R$ 120 mi para ampliar píer e dobrar capacidade de porto em Santa Catarina
4
Manobra de IPO reverso revela falha na B3 e deixa investidor sem proteção
5
O que é a Cursor e por que Musk quer comprá-la por US$ 60 bilhões