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AstraZeneca fecha 2025 em alta com boom em oncologia e novos remédios
Publicado 10/02/2026 • 13:00 | Atualizado há 1 mês
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Publicado 10/02/2026 • 13:00 | Atualizado há 1 mês
KEY POINTS
AFP
A farmacêutica britânica AstraZeneca encerrou o exercício de 2025 com resultados sólidos, sustentados pelo forte desempenho comercial de seus medicamentos e pelo avanço consistente de seu pipeline de inovação. A companhia registrou receita total de US$ 58,7 bilhões (R$ 305,2 bilhões), crescimento de 8% em relação ao ano anterior a câmbio constante (CER), cumprindo integralmente o guidance financeiro divulgado ao mercado.
O lucro por ação ajustado (Core EPS) alcançou US$ 9,16 (R$ 47,6), alta de 11%, enquanto o lucro por ação reportado foi de US$ 6,60 (R$ 34,3), avanço expressivo de 43%, refletindo melhora operacional e maior alavancagem do negócio .
Segundo o CEO Pascal Soriot, o desempenho confirma a estratégia da empresa de combinar crescimento comercial com investimento contínuo em inovação. “Entregamos um crescimento forte e consistente, apoiado por uma demanda elevada por nossos medicamentos e por um pipeline profundo, com múltiplas oportunidades de blockbuster”, afirmou durante a apresentação de resultados.
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A área de oncologia permaneceu como principal motor de crescimento da AstraZeneca em 2025. O segmento respondeu por 44% da receita de produtos, totalizando US$ 25,6 bilhões (R$ 133,1 bilhões), com expansão de 14% no ano.
Medicamentos como Tagrisso, Imfinzi, Calquence e Enhertu apresentaram crescimento de dois dígitos, impulsionados pela ampliação de indicações terapêuticas e pela forte adoção em mercados-chave, como Estados Unidos, Europa e China. O Enhertu, desenvolvido em parceria com a Daiichi Sankyo, foi um dos destaques, com crescimento superior a 40% no período .
O portfólio de BioPharmaceuticals registrou receita de US$ 23 bilhões (R$ 119,6 bilhões), alta de 5%, com destaque para medicamentos respiratórios e imunológicos como Tezspire, Fasenra e Breztri. Já o segmento de Doenças Raras, liderado pela Alexion, alcançou US$ 9,1 bilhões (R$ 47,3 bilhões) em receita, crescimento de 4%, sustentado principalmente pelo avanço do Ultomiris e do Strensiq.
A AstraZeneca manteve um nível elevado de investimento em pesquisa e desenvolvimento, com despesas de P&D equivalentes a 24% da receita, reforçando o foco em inovação de longo prazo. A margem bruta atingiu 82%, enquanto o lucro operacional ajustado somou US$ 18,5 bilhões (R$ 96,2), representando 31% da receita total.
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No campo financeiro, a empresa encerrou o ano com dívida líquida de US$ 23,4 bilhões (R$ 121,7) e uma relação dívida líquida/EBITDA de 1,2 vez, considerada confortável pelo mercado. A farmacêutica também anunciou aumento do dividendo anual para US$ 3,20 (R$ 16,4), com intenção de elevá-lo para US$ 3,30 (R$ 17,2) em 2026.
Para 2026, a AstraZeneca projeta crescimento de receita em dígitos médios a altos e expansão do Core EPS em dois dígitos baixos, mantendo o ritmo de lançamentos e leituras clínicas relevantes. A empresa prevê mais de 20 resultados de estudos de Fase III ao longo do ano, reforçando a visibilidade de crescimento futuro.
Com base no desempenho atual e no avanço de seu pipeline, a companhia reafirmou sua ambição estratégica de alcançar US$ 80 bilhões (R$ 416 bilhões) em receita anual até 2030, sustentada principalmente por oncologia, biofarmacêuticos e novas plataformas tecnológicas.
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