Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Bayer sobe até 5,2% após vitória judicial sobre herbicida Roundup nos EUA
Publicado 01/11/2026 • 22:00 | Atualizado há 2 horas
Por que a IA está impulsionando os negócios de publicidade da Meta enquanto prejudica as buscas do Google?
Setor de criptomoedas investe mais de US$ 200 milhões nas eleições dos EUA para pressionar por regras favoráveis
OpenAI reduz meta de captação e pretende levantar até US$ 20 bilhões em nova rodada
Justiça dos EUA rejeita ação de Trump contra The Wall Street Journal por suposta carta a Epstein
Binance diz já ter recuperado 90% dos US$ 6,3 bilhões perdidos em ataque hacker e prevê retomar saques no domingo
Publicado 01/11/2026 • 22:00 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Logo da empresa Bayer.
Divulgação Bayer.
As ações da Bayer avançaram até 5,2% nas negociações europeias desta sexta-feira (30), após a companhia obter uma vitória judicial nos Estados Unidos em um processo relacionado ao herbicida Roundup, à base de glifosato. Na quinta-feira (29), um júri do Missouri rejeitou por unanimidade acusações de defeito na concepção do produto, fraude e negligência apresentadas por três mulheres que atribuíam ao herbicida o desenvolvimento de câncer.
O julgamento foi o primeiro envolvendo o Roundup desde que a Suprema Corte dos Estados Unidos restringiu, em junho, uma das principais linhas de argumentação utilizadas contra a fabricante. Na ocasião, por 7 votos a 2, os ministros decidiram que a legislação federal impede ações estaduais baseadas na ausência de advertências sobre o risco de câncer nos rótulos do produto, quando essa informação não é exigida pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA).
A decisão, relacionada ao caso Durnell, limitou processos fundamentados na falta desse alerta, mas manteve a possibilidade de ações baseadas em outros argumentos, como defeito do produto e negligência.
No julgamento desta semana, os jurados levaram cerca de duas horas para rejeitar as três acusações, segundo análise do banco Jefferies. Para os analistas da instituição, o resultado pode indicar obstáculos para outros autores de processos que utilizem argumentos semelhantes. O J.P. Morgan também avaliou que as alegações de defeito do produto e negligência podem enfrentar mais dificuldades nos tribunais. As instituições, porém, ponderam que um único veredicto não permite antecipar o desfecho de outras ações.
Apesar da vitória, a Bayer continua envolvida em cerca de 65 mil ações judiciais nos Estados Unidos relacionadas ao Roundup. O herbicida foi desenvolvido pela Monsanto, empresa adquirida pelo grupo alemão em 2018.
Em fevereiro, a companhia elevou de € 7,8 bilhões para € 11,8 bilhões suas provisões e seus passivos relacionados ao conjunto de disputas judiciais. Desse total, € 9,6 bilhões correspondiam aos processos envolvendo o glifosato.
A empresa também aguarda uma decisão da Justiça americana sobre uma proposta de acordo coletivo de até US$ 7,25 bilhões. O objetivo é resolver determinadas reivindicações atuais e futuras relacionadas ao Roundup, mas a iniciativa ainda depende de aprovação judicial.
A Bayer afirmou que continuará defendendo a segurança dos herbicidas à base de glifosato e contestando as ações judiciais restantes.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCEm entrevista concedida em setembro, o presidente da Bayer Crop Science para a América Latina, Maurício Rodrigues, afirmou que os custos dos processos nos Estados Unidos não comprometem os investimentos da companhia na região.
“Não limita”, declarou o executivo. Segundo ele, as despesas judiciais já estavam incorporadas ao planejamento da empresa, e o Brasil continuava entre os mercados prioritários do grupo.
No país, o glifosato também é alvo de uma disputa judicial. Em setembro, a 7ª Vara do Trabalho de Brasília determinou a suspensão, por 90 dias, de novos registros e autorizações de defensivos agrícolas à base da substância. A decisão atendeu parcialmente a um pedido do Ministério Público do Trabalho no Distrito Federal, mas não afetou os produtos que já tinham registro e autorização para comercialização.
As avaliações sobre os possíveis efeitos do glifosato à saúde apresentam conclusões diferentes entre órgãos reguladores e instituições científicas.
Em 2015, a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (Iarc), ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS), classificou a substância como provavelmente cancerígena para humanos. A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA), por sua vez, chegou a uma conclusão diferente em avaliações anteriores.
No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) manteve os registros do glifosato, com restrições, após concluir uma reavaliação da substância em 2020.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
PlayStation resgata visual dos anos 1990; conheça os novos acessórios
2
Leilão do Banco Master reúne 447 lotes, de cadeiras Herman Miller a TV de 98 polegadas, com lances a partir de R$ 21; veja os itens
3
Protestos e acusações de golpe mergulham Polônia em nova crise institucional
4
Banco Central decreta liquidação da MW Pay, instituição ligada a bets, por violações graves às normas do sistema de pagamentos
5
Trump descarta encontro com Flávio Bolsonaro, mas diz que senador pode ficar nos EUA “pelo tempo que quiser”