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BioNTech registra prejuízo maior com avanço de gastos em pesquisa e menor receita

Publicado 05/05/2026 • 18:42 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Receita recua para 118 milhões de euros, refletindo menor demanda por vacinas contra Covid-19.
  • Prejuízo líquido aumenta para 532 milhões de euros, pressionado por investimentos em pesquisa.
  • Empresa mantém projeções para o ano e reforça foco em oncologia e pipeline de longo prazo.

A BioNTech reportou os resultados do primeiro trimestre de 2026, divulgados nesta terça-feira (5), com queda de receita e ampliação do prejuízo, em meio ao aumento dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento e à redução das vendas relacionadas à Covid-19.

No período, a companhia registrou receita de 118 milhões de euros (R$ 680,9 milhões), abaixo dos 183 milhões de euros no mesmo trimestre de 2025, enquanto o prejuízo líquido chegou a 532 milhões de euros (R$ 3,1 bilhões), ante 416 milhões de euros no ano anterior. O prejuízo por ação diluído foi de 2,10 euros (R$ 12,1).

Queda de receita acompanha menor demanda por Covid

A redução da receita reflete a desaceleração nas vendas relacionadas à pandemia. Os dados indicam que o desempenho segue impactado pela dinâmica competitiva e pela transição de contratos de vacinas, especialmente em mercados europeus.

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A empresa também destaca que a receita depende, em parte, de parcerias comerciais e acordos governamentais, incluindo contratos ligados à preparação para pandemias e colaboração com outras farmacêuticas.

Investimentos em pesquisa pressionam resultado

O principal impacto no resultado veio do aumento das despesas operacionais. Os gastos com pesquisa e desenvolvimento somaram 557 milhões de euros (R$ 3,2 bilhões), acima dos 526 milhões de euros registrados um ano antes, refletindo o avanço do pipeline da companhia.

As despesas administrativas e operacionais chegaram a 151 milhões de euros (R$ 871,3 milhões), também superiores ao ano anterior, contribuindo para o aumento do prejuízo operacional, que atingiu 677 milhões de euros (R$ 3,9 bilhões).

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Caixa permanece elevado apesar do prejuízo

Mesmo com o resultado negativo, a BioNTech manteve posição financeira robusta. A empresa encerrou março com 16,8 bilhões de euros em caixa e investimentos (R$ 96,9 bilhões), incluindo recursos em caixa e aplicações financeiras de curto e longo prazo.

Esse nível de liquidez sustenta a estratégia de investimento contínuo, especialmente no desenvolvimento de novos tratamentos.

Guidance é mantido para 2026

A BioNTech reiterou suas projeções para o ano, com expectativa de receita entre 2 bilhões e 2,3 bilhões de euros (R$ 11,5 bilhões a R$ 13,3 bilhões).

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A companhia também prevê despesas de pesquisa e desenvolvimento entre 2,2 bilhões e 2,5 bilhões de euros (R$ 12,7 bilhões a R$ 14,4 bilhões), além de custos administrativos entre 700 milhões e 800 milhões de euros (R$ 4,0 bilhões a R$ 4,6 bilhões).

Estratégia foca oncologia e recompra de ações

A empresa reforçou sua estratégia de longo prazo, com foco em ampliar o portfólio de produtos. A BioNTech afirmou que pretende direcionar investimentos para o desenvolvimento de terapias oncológicas, incluindo candidatos como o pumitamig e outras plataformas imunológicas.

Além disso, a companhia planeja um programa de recompra de ações de até US$ 1,0 bilhão (R$ 5,0 bilhões) ao longo dos próximos 12 meses, como parte da estratégia de alocação de capital.

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