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Boeing busca consolidar processos antes de ampliar fabricação
Publicado 16/11/2025 • 19:35 | Atualizado há 4 semanas
Publicado 16/11/2025 • 19:35 | Atualizado há 4 semanas
KEY POINTS
O logotipo da Boeing é retratado na fábrica da empresa em Renton, Washington, em 15 de abril de 2025.
Jason Redmond | AFP | Getty Images (Redação CNBC Internacional)
A Boeing pretende manter a produção de aeronaves nos níveis atuais antes de avançar para novos patamares industriais, enquanto implementa melhorias de segurança e qualidade. A informação foi dada neste domingo pela executiva responsável pela divisão de jatos comerciais, Stephanie Pope.
Pope afirmou que ainda é cedo para estimar quando a empresa elevará a fabricação do 737 para 47 unidades mensais. A fabricante foi recentemente autorizada por órgãos reguladores a produzir 42 aeronaves por mês, após o fim de restrições temporárias. “Avançar no ritmo adequado é melhor do que avançar rápido”, disse, em encontro com repórteres antes da Dubai Airshow.
No mês passado, a Boeing recebeu aprovação para ampliar a produção do 737 a 42 unidades mensais, acima do limite de 38 aeronaves imposto após a explosão em pleno voo, em 2024, provocada pela ausência de parafusos em um plugue de porta. O episódio expôs falhas generalizadas de segurança e qualidade.
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Atualmente, a empresa produz 42 jatos do modelo 737 por mês e está próxima de atingir a marca de oito unidades mensais do 787. Pope afirmou que sua prioridade é estabilizar esses ritmos de produção, o que envolve cumprir seis metas definidas com a Administração Federal de Aviação, incluindo ações para lidar com a falta de peças fornecidas e com o trabalho executado fora de sequência. Segundo ela, a incidência dessas falhas tem diminuído.
Questionada sobre quando os próximos marcos — 47 unidades mensais do 737 e 10 do 787 — poderão ser alcançados, Pope disse que ainda não há previsão. “Só aumentaremos a taxa quando o sistema estiver pronto”, afirmou.
Após décadas produzindo o 737 na fábrica de Renton, ao sul de Seattle, a Boeing planeja montar uma nova linha na unidade de Everett, ao norte da cidade, para acomodar uma eventual expansão da produção do jato de corredor único. Pope ressaltou que essa nova estrutura só será necessária quando a empresa der um passo rumo aos níveis pré-pandemia, de 52 aeronaves por mês.
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